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sábado, 8 de junho de 2024

JESHUA – SÉRIE DE CURA – PARTE 5 – ENERGIA MASCULINA E FEMININA!

  

 

Queridos amigos,

É um grande prazer estar com vocês outra vez. Eu estou muito contente de estar na sua companhia.

Vocês têm a tendência de olhar de baixo para mim, ou para pessoas como Eu, como se fôssemos mestres, mas nós não vemos as coisas desse jeito. Nós vemos vocês seguindo seu caminho na Terra, numa época difícil, uma época em que muitas coisas estão mudando, e vemos vocês crescendo em direção à sua própria maestria. Vemos vocês tornando-se os mestres que vocês ainda procuram algumas vezes. E toda a questão é esta: encontrar a sua própria maestria! Não sigam nenhum mestre que lhes é apresentado pela tradição ou por livros ou por qualquer coisa que alguém falou para vocês. Encontrar a sua própria maestria: esta é a questão.

Hoje Eu gostaria de falar-lhes sobre um tema que vem de um passado remoto da sua história: as energias masculinas e femininas. Estas são energias antigas, com as quais muitas coisas estão acontecendo agora. 

Primeiro, Eu gostaria de falar alguma coisa sobre a natureza do masculino e do feminino. Estas energias são dois aspectos do Um. Portanto, elas não são realmente opostas ou duais; elas são uma; elas são duas faces de uma energia.

A energia masculina é o aspecto que está focalizado no exterior. É a parte de Deus ou Espírito que leva a manifestações externas, que faz o Espírito se materializar e tomar forma. Portanto, a energia masculina conhece uma força criativa intensa. Para a energia masculina, é natural estar extremamente focalizada e orientada para uma meta. Desta forma, a energia masculina cria a individualidade. A energia masculina lhes permite separar-se do Um, do Todo, e manter-se sozinho, e ser um indivíduo específico.

A energia feminina é a energia do Lar. É a energia da Fonte Primordial, a Luz fluida, o Ser puro. É a energia que ainda não se manifestou, é o aspecto interno das coisas. A energia feminina é todo-abrangente e oceânica; ela não diferencia nem individualiza.

Agora, imaginem a energia feminina começando a conscientizar-se de um certo movimento em seu interior, uma leve inquietação, um desejo de… ir para fora, para fora dos seus limites, mover-se para fora de si mesma para obter experiência. Há um desejo de algo novo, de aventura! Então, chega até ela uma energia que responde a esse desejo. É a energia masculina, que quer ser útil e ajuda-la a se manifestar na matéria, na forma. A energia masculina define e dá forma à energia feminina e, através da cooperação de ambos, a soma total das energias pode tomar uma direção totalmente nova. Uma nova realidade pode ser criada, onde tudo pode ser explorado e vivenciado, em formas sempre diferentes de manifestação.

A dança do masculino e feminino gera o espetáculo flutuante da realidade criada, da sua criação. Esse é um espetáculo de grande beleza, onde a energia masculina e a feminina reverenciam uma a outra e celebram sua cooperação e alegre união. E assim é como deveria ser. As energias masculina e feminina devem estar unidas, elas são dois aspectos do Um e juntas elas celebram a manifestação alegre que a Criação deveria ser.

Foi dito que, na compreensão final de quem vocês são, a única verdade que importa é: EU SOU. E nesse mantra místico, exatamente esses dois aspectos se fundem. No EU está a energia masculina, no SOU, está  a energia feminina. O EU é constritivo, diferenciador, ele dá o foco, ele dá a direção, ele individualiza: EU, não o outro, mas EU. E então vem o SOU. SOU é oceânico, todo-abrangente, ele reflete o oceano do Lar, a energia feminina, a fonte inesgotável que não conhece limites, nem diferenciação. O aspecto fluente e unificador é o centro da energia feminina. No EU SOU, o masculino e o feminino se juntam e unem alegremente as suas energias.

Mas na história da humanidade, e até mesmo antes que a humanidade existisse, surgiu um conflito entre o masculino e o feminino. Eu não entrarei na origem desse conflito agora. O símbolo yin-yang mostra muito bem a verdadeira situação. No masculino, há sempre um centro feminino, e no feminino, um centro masculino, da mesma forma que – nesse símbolo – existe um ponto branco no preto, e um ponto preto no branco. Mas, no curso da história, esta unidade mística do masculino e feminino foi esquecida e essas energias tornaram-se opostas uma à outra, assim como o preto e o branco. A unidade subjacente não foi mais reconhecida.

Neste momento, vocês estão na última fase da história do conflito, no qual a energia masculina fez o papel de algoz durante muitos séculos. A energia masculina há tempos vem desempenhando um papel na qual ela oprime, mutila e destrói a energia feminina. Nem sempre foi assim. Houve épocas em que a energia feminina dominou, manipulando e governando incorretamente a energia masculina. Mas essa época terminou. Num certo momento, o conflito tomou um rumo diferente, e os papéis de algoz e vítima se inverteram. Agora, a energia masculina vem assumindo o poder por muito tempo e tem abusado desse poder de tal forma, que a energia feminina se enfraqueceu e não percebe mais a integridade do seu Ser. Sempre que o masculino e o feminino estão em conflito, a desintegração de ambos é inevitável. Enquanto o feminino é cada vez mais vitimado e se perde em auto-negação, o masculino perde-se na violência cruel e no tipo de agressão que vocês conhecem de muitas guerras do seu passado.

O masculino e o feminino dependem um do outro. Quando eles se combatem, as consequências são desastrosas. Mas, os tempos estão mudando. Desde os séculos XIX e XX, a energia feminina vem readquirindo sua força e elevando-se acima do papel de vítima. Esta ressurreição vem das profundezas da energia feminina. Ela finalmente alcançou o limite máximo da sua auto-negação. Neste ponto, ela olhou para si mesma nos olhos e afirmou: isto chegou no máximo que podia chegar.

A propósito, é assim que sempre acontece na dinâmica entre vítima e algoz. A mudança começa quando a vítima se recusa a continuar aceitando essa situação. O algoz poderia muito bem continuar agarrado ao seu papel por mais tempo, pois ele tem menos motivos para parar. A revolução começa, quando a vítima se recusa a aceitar esse papel e finalmente reassume o seu poder. Em todas as situações de repressão – como por exemplo a de uma mulher na sua família ou na sociedade – o verdadeiro momento de mudança acontece quando a mulher, ou a energia feminina em uma pessoa, decide consigo mesma: eu não vou mais aceitar isto. É aí que a mudança realmente começa a acontecer. Medidas externas são inúteis, enquanto este momento não se apresenta.

A energia feminina ergueu-se e a sua estrela está despontando. Na verdade, a questão mais urgente, nesta época, é a transformação da energia masculina!! Agora é o momento para uma nova definição da energia masculina. Eu poderia facilmente ter chamado esta canalização de “o renascimento da energia masculina”, pois Eu quero enfatizar que é somente unindo-se a uma energia masculina madura e equilibrada, que a energia feminina poderá florescer novamente.

No século passado (XX), e mesmo antes disso, a energia feminina recuperou o poder e a força. Ela começou a desabrochar de um modo novo e mais equilibrado. Apesar da desigualdade entre os sexos, que ainda está presente na sua sociedade, a ascensão da energia feminina é algo que não é mais possível deter. No entanto, a energia feminina não pode adquirir força e vitalidade plenas, sem a cooperação com a energia masculina. Isto se refere ao nível coletivo, tanto quanto ao nível individual.

A energia feminina não pode fazer a sua libertação final sem o apoio da energia masculina e da conexão com ela. Isto não se deve a uma fraqueza inerente à energia feminina, mas à natureza essencial das energias masculina e feminina: ao fato de que elas estão entrelaçadas e só podem realizar os seus potenciais mais brilhantes em cooperação. É por isto que agora é imperativo que a energia masculina se remodele e se aventure dentro do novo!

Se observarmos o inter-relacionamento entre o masculino e o feminino em um nível coletivo, veremos que agora a energia feminina está numa posição de espera. Ela está esperando. Atualmente, na energia masculina coletiva, está havendo uma luta entre o velho e o novo. Na energia masculina coletiva, está despontando uma nova onda de energia que honra e respeita a energia feminina. Esta nova onda de energia masculina quer se unir à feminina, para juntos entrarem na Nova Era. Mas, ao mesmo tempo, uma onda de energia masculina mais antiga ainda está ativa e tentando persistir. Esta energia masculina, no seu antigo papel, está agindo claramente na série de ataques terroristas que tem ocorrido por todo o seu mundo. Desta forma, a energia masculina, no seu antigo papel de agressor impiedoso, está mostrando a sua face maldosa. Naqueles que cometem esses ataques horríveis, existem emoções muito escuras: agressividade, raiva e, ao mesmo tempo, total impotência e desesperança. É a partir desta total desesperança, que eles apelam aos tipos  mais brutais e destrutivos de demonstração de poder. Esta energia masculina, da qual estamos falando, está em agonia de morte. Ela sente que estão ocorrendo mudanças importantes coletivamente, e que a humanidade está no limiar de uma nova era.

Um dos problemas que vocês estão enfrentando agora, enquanto crescem em direção a uma cooperação mais equilibrada entre o masculino e o feminino, é como lidar com este tipo de energia cruel. O que vamos fazer a respeito desta energia masculina antiga, que está tentando criar o máximo de devastação e estrago possíveis durante a sua queda? Pois, deixem que Eu lhes diga o seguinte: a queda dessa energia é um fato. A batalha está perdida para a velha energia masculina, mas ela não vai se entregar facilmente e vai resistir até o último momento com agressividade e dominação impiedosa.

Vai depender muito da atitude interior coletiva em relação a esses agressores. Vocês vão permitir que a raiva e a impotência entrem no seu próprio campo de energia, como uma reação a esses atos de violência? Se assim for, vocês abrirão o seu campo de energia para os agressores. No momento em que vocês se sentirem dominados pela raiva e o ressentimento por eles, eles terão atingido a sua meta. Vocês serão sugados para dentro da vibração energética deles e também começarão a ter vontade de matarmatar os assassinos dos inocentes. Isto é tudo muito compreensível, mas é vital que vocês percebam o que está acontecendo aí. Sempre que emoções intensas vierem à tona, será sábio fazer uma pausa, no silêncio. Voltem para a sua porção quieta e sábia e perguntem: “O que está realmente acontecendo aqui?” Agora tudo depende da sua sabedoria e discernimento, da sua capacidade de enxergar através dos fatos e sentir o que realmente está em jogo. O mundo não será dominado pelos poderes dos terroristas; a antiga energia masculina já cumpriu seu tempo e a hora da sua morte está próxima.

A mensagem mais importante que Eu tenho sobre o terrorismo, esta manifestação da antiga agressividade masculina, é: mantenham-se conscientes! Não permitam que emoções de impotência – isto é, de serem vitimados – tirem vocês do seu centro. Saibam que ninguém será tocado por essa energia de agressividade, se não permitir que ela entre no seu campo de energia. Se vocês não reagirem com raiva ou ódio, vocês não a magnetizarão para vocês. Vocês estarão a salvo e protegidos pela sua própria luz.

Agora eu gostaria de dar atenção ao nível mais mundano, individual, no qual vocês lidam com as energias masculina e feminina dentro de si mesmos. Pois, também no nível individual, tem havido uma luta entre a energia masculina e a feminina. Tudo o que acontece coletivamente reflete os processos do nível individual.

Para ilustrar a importância do equilíbrio entre o feminino e o masculino no nível individual, falarei sobre os centros de energia que existem em todos os seres humanos, os quais também são chamados de chacras. Existem sete que vocês conhecem atualmente e estes estão situados ao longo da sua coluna vertebral, do cóccix até o topo da cabeça. Falarei brevemente sobre cada um desses chacras, para lhes mostrar que todos eles são caracterizados por um tipo de energia predominantemente masculina ou feminina.

O chacra do cóccix (chacra raiz) é o centro de energia que conecta vocês com a Terra. A energia desse chacra dirige-se para a Terra e lhes permite manifestar a energia da sua alma em uma forma física, em um nível de realidade denso, material. Tendo em vista que a energia do chacra do cóccix é do tipo que se dirige para fora e favorece a manifestação, podemos dizer que ele é um chacra (predominantemente) masculino. Um chacra nunca é completamente masculino ou feminino, mas podemos dizer que a energia masculina é a que domina aqui.

O segundo chacra é chamado chacra do umbigo e é o centro das emoções. Este centro lhes permite experienciar emoções, mudanças de humor – em resumo, os altos e baixos da sua vida emocional. É um centro receptivo. É por isso que Eu o considero um centro feminino, um chacra onde o fluxo de energia feminina é que domina

Agora olhem para o terceiro chacra, também chamado de plexo solar: centro de ação e criação. Este é claramente um chacra que se estende para fora e permite que a energia se manifeste na realidade física. Vocês podem compará-lo com o sol, com a propagação dos raios e com o poder da luz amarela solar (a cor natural do terceiro chacra é o amarelo). No plexo solar, suas motivações e agitações internas são transformadas em manifestações externas. É o chacra da ação e da apresentação externa. Também é a sede do ego, no sentido de personalidade terrena, sem implicações negativas. A energia predominante é a masculina.

Vamos agora ao chacra do coração. Este também é um centro receptivo, como o chacra do umbigo, e ele conecta especialmente fluxos diferentes de energia. É o centro no qual o Céu e a Terra se encontram, e onde os três chacras inferiores conectam-se com os três chacras superiores. O coração pode ser a ponte entre a mente (cabeça) e a emoção (abdome). Através do coração, vocês podem conectar-se com outra pessoa e transcender a si mesmos. O coração transcende os limites do ego e capacita-os a sentir a unidade com tudo que está fora de vocês, com Tudo Que É. O chacra do coração é o portal para a energia do Lar. É claramente um centro de conexão e, portanto, é predominantemente feminino.

O chacra da garganta é masculino. Através deste centro, estímulos internos, ideias e emoções tomam forma física por meio da fala, do riso, do canto, do grito, etc.… Aqui a vida interior é levada para fora através da comunicação pela voz e pela linguagem. Por meio deste centro, vocês fazem com que a sua vida interior seja visível para os outros através de sinais físicos: palavras, sons, conceitos. É um centro de manifestação, que os capacita a focalizar sua energia externamente no plano físico. Também é um centro de criatividade.

O sexto chacra, também chamado “o terceiro olho” e que está localizado no meio da cabeça de vocês, também é feminino. Ele recebe impressões “extra-sensoriais”, intuitivas, e transcende os limites do físico (dos cinco sentidos físicos). É a sede da clarividência, da percepção extra-sensorial, etc.. Através deste centro, vocês podem sentir a energia de outra pessoa (as emoções, as dores, as alegrias) como se fossem suas. Com esta capacidade, ou seja, a habilidade da empatia, vocês transcendem os limites do ego e conectam-se com “aquilo que não é você”.

Por fim, temos o chacra da coroa, no topo da cabeça. Este chacra não é nem masculino, nem feminino. Ou podemos dizer que ele é ambos. Neste chacra, vocês se elevam acima da dualidade do masculino e feminino. O chacra da coroa é uma combinação interessante dessas duas energias. Quando este chacra está equilibrado, a consciência está num estado tanto receptivo quanto expansivo. Ela estende-se para “cima”, para “outras dimensões”, em busca de conselho ou apoio espiritual, ou de camadas mais profundas do Si Mesmo. E, ao mesmo tempo, mantém-se numa quieta e tranquila receptividade, no conhecimento de que as respostas virão no tempo certo. É um tipo de consciência que é altamente focalizada e, ao mesmo tempo, altamente receptiva. Neste “estado de espírito”, vocês chegam muito perto da unidade subjacente às energias masculina e feminina – a energia do Espírito ou Deus.

Acabo de fazer um esboço bem grosseiro do movimento dos fluxos de energia masculina e feminina através do corpo energético do ser humano. Agora Eu desejo falar particularmente sobre os três chacras inferiores. Estes são os chacras que estão mais conectados com a Terra, que estão mais envolvidos com a existência no reino terreno. Esta área dos três chacras inferiores é de suma importância na sua caminhada interior para a cura, pois é nessa área que se encontram os traumas mais profundos e as cicatrizes emocionais.

Muitas vezes vocês sentem que são seres terrenos crescendo em direção ao espiritual. Mas nós vemos isso ao contrário. Vocês são seres espirituais crescendo em direção à Terra. A Terra é um objetivo brilhante, um diamante oculto que ainda não revelou sua verdadeira beleza. O planeta  Terra é a Terra Prometida!

O Céu é o seu lugar de nascimento. Mas vocês não retornarão ao estado de consciência do qual vocês se lembram como “Lar” ou “Céu”, um estado de existência puramente espiritual. A aventura da Criação leva-os a novos destinos, vocês estão sempre se expandindo e progredindo em direção a um tipo de consciência totalmente novo (falamos disso antes, no último capítulo da Série Trabalhadores da Luz). A Terra é uma parte essencial desta jornada.

Entretanto, na sua manifestação na Terra e nas suas tentativas para se expressar aqui, vocês passaram por muitas dores. Quase todos vocês têm ferimentos graves nos três chacras inferiores, causados por experiências de rejeição, violência e abandono. Isto pode ter acontecido até mesmo nesta vida. Quase todos os bloqueios de energia nos chacras superiores estão relacionados com lesões emocionais nos três chacras inferiores.

Falarei um pouco sobre o chacra do cóccix (chacra raiz) primeiro. A sua conexão com a Terra tornou-se emocionalmente pesada, especialmente para os Trabalhadores da Luz. Como vocês enfrentaram graves resistências durante as suas várias encarnações, há muito medo e resistência em vocês, quando se trata de realmente aterrar a si mesmos. Aterrar significa estar totalmente presente no seus corpos terrenos e expressar sua inspiração mais íntima na realidade material. A resistência de vocês para se aterrarem completamente foi discutida antes (na Série Trabalhadores da Luz). Ela tem a ver principalmente com o fato de vocês “serem diferentes” e terem sido rejeitados por causa disso.

No segundo chacra, o centro emocional, vocês também foram profundamente afetados por experiências de serem ameaçados ou abandonados (literalmente ou emocionalmente), e de serem severamente reprimidos na sua auto-expressão.

Com essas cargas traumáticas nos dois chacras inferiores, o plexo solar (terceiro chacra) também é pesadamente afetado. O plexo solar tem a ver com a força da vida, a energia criativa e o poder. Vocês conhecem vários exemplos do significado do verdadeiro poder. Estou falando do poder que não é agressivo nem destrutivo. No plexo solar, muitas vezes podemos ver que a pessoa se manifesta, ou de uma forma agressiva e controladora, ou de uma forma contida, excessivamente modesta. As duas formas são o resultado de sentimentos latentes de impotência, originados nos ferimentos presentes no primeiro e segundo chacras. No terceiro chacra, a questão é encontrar uma forma equilibrada de lidar com o poder e o controle, a questão é um ego equilibrado.

Tudo bem com o ego! O ego tem uma função própria: ele empresta o foco à sua consciência, o que os capacita a criar e a se manifestar como os indivíduos separados que vocês são. O ego é um complemento necessário para a forças espirituais que transcendem o “eu”. A energia do ego é totalmente respeitável e justificada na realidade energética em que vocês vivem. O poder verdadeiro está no alinhamento alegre entre o ego e o Espírito.

A área dos três chacras inferiores é a mais importante para a auto cura e o crescimento interior. O maior desafio espiritual para vocês agora é cuidar desta área ferida em si mesmos. Meditar e se conectar com os níveis cósmicos, dentro e fora de vocês, não é a sua meta principal agora. A sua meta principal agora é oferecer a compreensão mais gentil e o apoio mais amoroso para a criança interior dentro de vocês, e restaurar a beleza e a alegria dela. Esta é a sua jornada espiritual, e nela encontra-se o seu maior tesouro. Cuidar e respeitar o lado humano de vocês, a parte criança de vocês, é a sua estrada para a divina compaixão e iluminação.

Quero lhes chamar a atenção para o fato de que dois entre os três chacras citados são masculinos. Isto mostra que há muito trabalho de cura a ser feito dentro de cada um de vocês, especialmente no que se refere às energias masculinas. Portanto, a minha mensagem para vocês agora é: curem a energia masculina interna! A energia feminina está se recuperando, de várias formas, e adquirindo a força necessária para se expressar total e lindamente. As qualidades femininas de intuição, sensibilidade e conexão estão sendo cada vez mais apreciadas, tanto individualmente quanto coletivamente.

Mas não está muito claro como é uma energia masculina equilibrada. A energia masculina ficou meio perdida nas falsas imagens do que significa “ser um homem”, estereótipos que sempre se reduzem ao poder através da agressividade. É vital reconhecer e expressar a verdadeira natureza da energia masculina. O lado feminino precisa agora da energia masculina equilibrada, para poder cumprir verdadeiramente o seu papel. A energia feminina está esperando, não só em escala coletiva, mas também no nível individual. A energia feminina está saindo do seu papel de vítima, readquirindo a sua autoestima e agora está querendo se manifestar poderosa e alegremente, através da sua reunião com o masculino.

Então, qual é o poder da energia masculina equilibrada?

No primeiro chacra, uma energia masculina curada e equilibrada leva à auto-consciência. A energia masculina não precisa mais lutar e se esforçar, ela está presente através da auto-consciência. Presença, isto é, estar presente com toda a sua alma, é uma qualidade essencial do primeiro chacra. Estar consciente de si mesmo, permanecendo centrado e não se perdendo nas opiniões, expectativas e necessidades de outras pessoas – isto é ser autoconsciente. Encontrar o equilíbrio entre conectar-se e desapegar-se; manter-se centrado e consciente de si mesmo enquanto interage com outros ou com o mundo exterior – isto é a energia equilibrada do chacra raiz.

É essencial desenvolver esta qualidade de autoconsciência, pois ela vai proteger e guiar a sua energia feminina. A energia feminina tem a tendência natural de conectar-se com outros (seres viventes) e se fazer presente para o outro de uma forma atenciosa, alentadora. A energia masculina provê os limites e ajuda a encontrar o equilíbrio entre dar e receber. Em relação às energias femininas fluidas e conectivas, a energia masculina dos chacras inferiores desempenha o papel de âncora e espinha dorsal. É o ponto em que vocês retornam para si mesmos, o ponto onde vocês se libertam dos laços que os unem às outras energias com as quais vocês se conectaram.    

O plexo solar ou terceiro chacra desempenha o mesmo papel de uma forma diferente. Como Eu já disse antes, este chacra é o centro do ego. Vocês ainda têm uma certa dificuldade com este conceito de ego. Especialmente entre os Trabalhadores da Luz, existe uma tendência a considerar as energias de doação e autotranscedência, no ser humano, como “mais elevadas”. Mas não é assim. Vocês vivem num mundo em que duas energias trabalham juntas e formam os tijolos da construção da Criação. Uma tende a ligar e busca a unidade, a outra cria a separação e a individualidade. E esta última é tão valiosa e viável quanto à primeira.

É importante fazer as pazes com a energia masculina, abraçar a sua individualidade, a sua singularidade, o seu Eu. Existe uma “solitude” essencial na vida, que não tem nada a ver com solidão, mas que tem tudo a ver com o fato de cada um de vocês ser um “Eu”, um indivíduo singular, único. Abraçar essa solitude não impede que vocês vivenciem ligações profundas com outros. Se vocês realmente abraçarem a sua individualidade, vocês poderão ser verdadeiramente criativos.

A energia masculina do plexo solar ajuda-os a ser verdadeiramente criativos. É aí que a energia feminina, que vocês têm dentro de si, está esperando. As inspirações que vêm do mais profundo do seu ser querem se fazer conhecidas no nível material, elas querem vir à luz de uma forma terrena e trazer ondas de amor e harmonia para a Terra. A energia feminina é a portadora da Nova Era, mas ela precisa da energia masculina equilibrada para se manifestar e criar raízes na realidade material. É por isso que é tão importante que as energias do primeiro e terceiro chacras sejam curadas.

A energia de um ego saudável, do plexo solar curado, é a autoconfiança. No primeiro chara é a autoconsciência, no terceiro chacra é a autoconfiança. Esta não é o tipo de arrogância que podemos ver num ego inflado, mas é simplesmente confiança em si mesmos: “Eu sinto que posso fazer isto!” É estar consciente da sua inspiração mais profunda, das suas próprias capacidades criativas, e então, agir de acordo com elas. Deixem as energias fluírem para fora de vocês, confiem nos seus talentos e dons naturais, confiem em quem vocês são, e mostrem-se para o mundo! Principalmente para vocês, Trabalhadores da Luz, que carregam tanto conhecimento interior e sabedoria, agora é hora de se mostrarem e não se esconderem mais. É hora.

Este é o seu objetivo e nisto vocês encontrarão a sua maior realização.

Façam as pazes com a energia masculina em seu interior. Não hesitem em manter a si mesmos, em receber abundância e em tomar conta de si mesmos. Sejam egotistas, no sentido puro e neutro desta palavra. Vocês são um ego, vocês são um indivíduo. Vocês não podem e não precisam ser tolerantes e compreensivos o tempo todo. Não é espiritual tolerar tudo e qualquer coisa. Existem claramente momentos nos quais vocês têm que dizer “não”, ou até “adeus”, e não comprometer quem vocês são. Façam isto sem culpa ou medo, e sintam como as energias masculinas de autoconsciência e autoconfiança os fortalecem para permitir que a flor delicada da sua energia feminina floresça e brilhe.

É tudo uma questão da cooperação entre as energias. As energias masculina e feminina desceram juntas, num esforço longo e doloroso. Elas também vão ascender juntas, pois uma não pode se equilibrar sem a outra. Agora que a energia feminina está pronta para se elevar das cinzas da humilhação e repressão, há uma necessidade urgente de um renascimento da energia masculina. Este renascimento da energia masculina, finalmente vai se tornar visível em escala coletiva, mas ele primeiro terá que se manifestar em cada um de vocês separadamente, homem e mulher.

Vocês todos são os Guardiões destas antigas energias dentro de vocês, e é seu direito de nascença fazer com que a parceria delas seja justa e alegre.

Canalizado por Pamela Kribbe

Tradução para o português: Vera Corrêa.

Revisão: Luiz Corrêa

https://jeshua.net/por/canalizacoes/a-serie-de-cura/energia-masculina-e-feminina/

 

quinta-feira, 2 de maio de 2024

JESHUA – SÉRIE DE CURA -PARTE 4 - DESAPEGANDO-SE DA SUA FAMÍLIA DE NASCIMENTO!

 


 

Queridas pessoas, é um grande prazer estar com vocês outra vez.

Quando estou com vocês e falo através da Pamela, Eu sinto a sua presença e vejo-os como energias de luz, buscando seu caminho através de um mundo escuro, onde vocês muitas vezes se encontram com dificuldades e com energias com as quais vocês talvez não saibam lidar.

Vocês todos são bravos guerreiros. A simples presença de vocês num corpo físico na Terra já fala da sua grande coragem e disposição para lutar contra as energias escuras e os obstáculos que vocês encontram dentro de si mesmos. Pamela está preocupada com a palavra “lutar” que Eu uso aqui. Mas Eu ainda uso esta palavra aqui, porque vocês são lutadores, de uma certa maneira; lutadores que superam as dificuldades, não só com o amor do coração, mas também com a espada do discernimento.

Ter discernimento significa ser capaz de reconhecer claramente quando as energias não estão em harmonia com as suas (para que possam deixar que elas saiam do seu campo de energia). O discernimento é a energia da espada, a energia masculina, e a sua importância, sob o ponto de vista do tema que vou discutir hoje, é enorme.

Quero falar sobre o período de transição, como vocês o chamam, o período que algumas vezes é chamado de transição de Peixes para Aquário, ou da Terceira para a Quinta dimensão. Vocês têm inventado muitos nomes para a transição de energia que atualmente está ocorrendo na sua esfera terrena.

Eu não gosto de falar dessa transição em termos de acontecimentos externos, em termos de predições sobre o que vai acontecer na sua Terra – por exemplo, sobre o número de terremotos ou desastres que deveriam acontecer antes que a mudança se complete.

Eu quero falar sobre a mudança do coração.

Em muitos de vocês, existe uma necessidade de uma certa segurança. Por essa razão, muitas vezes vocês confiam em teorias de transição e predições que vocês leem ou das quais ouvem falar. Vocês se deixam levar por motivos de medo e/ou curiosidade. Mas, ao fazerem isso, algumas vezes vocês perdem de vista o fato de que muitas energias obscuras podem estar associadas a essas predições.

Portanto, Eu lhes peço que, quando vocês lerem sobre predições para o futuro, sobre este período de transição, sempre perguntem qual é a fonte disso. Perguntem isso com o seu coração, simplesmente sentindo de que fonte energética vêm essas especulações, essas teorias de transição. Usem a espada do seu discernimento!

Eu realmente os encorajo a compreender este período de transição em termos de transformação interna.

Assim Eu falo da transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração. Eu descrevi esta  transformação interna em detalhes, na série Trabalhadores da Luz, que está no site da Pamela e do Gerrit. Eu falo nestes termos, porque se trata de uma transição que todos vocês podem sentir dentro de si mesmos. Não há nada fora de vocês que vocês precisem para essa mudança, e não há nada fora de vocês que possa impedi-los de passar por ela. Inclusive, não existe nenhum “prazo final”, nenhum momento em que alguma coisa tenha que ter sido “feita” a tempo. É uma transição interna que você, pessoalmente e singularmente, está fazendo, passo a passo.

Nesta canalização, Eu gostaria de ilustrar o processo de transformação (do ego ao coração) através de uma questão com a qual todos vocês estão profundamente envolvidos: o relacionamento com a sua própria família de nascimento. A forma como vocês se relacionam com a sua família diz muito sobre o seu próprio progresso na transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração.

O seu nascimento aqui na Terra pode ser comparado a uma espécie de queda na escuridão, mas não ligado a qualquer associação com pecado e culpa. É realmente um mergulho na profundeza, que vocês fazem conscientemente a partir de um determinado nível da sua alma. Entretanto, no momento em que vocês afundam, vocês estão num estado de não-saber, pois então vocês estão submergidos no mundo da matéria. Nesse momento, cada um de vocês chegou no útero da sua mãe.

Por um lado, vocês carregam consigo uma energia muito brilhante, a energia do Lar. Vocês ainda se lembram como era do Outro lado, vocês se lembram do amor que vocês sentiam naturalmente à sua volta e a ligação com tudo que existe, com tudo que vive.

Essas energias do Lar ainda permanecem muito fortemente com vocês, quando vocês descem à Terra como um embrião. Mas, ao mesmo tempo, vocês são confrontados com aquilo que Eu chamo de “o paradigma dos pais”.

Paradigma é uma palavra que significa o mesmo que ponto de vista do mundo, mas abrange muito mais do que isso. Ela não só contém os pensamentos e convicções dos seus pais, mas também os sentimentos deles, suas emoções mais profundas. Todo esse “ninho seguro” é o paradigma onde vocês mergulham como uma nova alma que vem para a Terra, no começo de uma nova encarnação.

Vocês submergem na realidade da “terceira dimensão”, ou como Eu a chamaria: o mundo da consciência baseada no ego, conforme é representado nos pais. Esta é uma realidade energética na qual predominam certas ilusões.

Quero citar aqui as três ilusões mais importantes.

A perda da maestria.
A primeira ilusão é a da perda da maestria. Esta ilusão faz com que vocês se esqueçam, enquanto moram, trabalham e estão vivos na Terra, que vocês são os criadores de tudo que acontece na sua vida. Vocês não reconhecem as coisas que acontecem na sua vida como sendo suas próprias criações. De vez em quando, vocês sentem que são vítimas. Vocês acreditam que existem poderes maiores do que vocês, que podem determinar e moldar a vida de vocês. Isto é a perda da maestria.

A perda da unidade.
Então, com o mergulho na profundeza – aquele mergulho para dentro do paradigma dos seus pais, que têm vivido na ilusão há um bocado de tempo – acontece também a perda da unidade com tudo que vive. A compreensão da unidade entre vocês e os “outros” se perde para vocês. Dentro da consciência baseada no ego, existe a convicção de que todos nós somos separados uns dos outros, cada um num corpo separado. Existe a crença de que nós vivemos nesse corpo e que dá um trabalho contatar o outro. É a ilusão de que o corpo é uma prisão. Esta é a segunda ilusão.

A perda do amor.
E a terceira ilusão que Eu gostaria de citar aqui é a da perda do amor. Na esfera da qual vocês vieram para a Terra, a energia do amor era um alimento auto evidente. Quando vocês vêm para cá, para um mundo relativamente escuro, onde existe muita falta de amor, vocês começam a confundir o amor com todo tipo de energia que não é amor, como a admiração da dependência emocional. Eu voltarei a esta confusão mais adiante, nesta canalização.

Agora, Eu gostaria de leva-los àquele momento em que vocês nascem aqui, um pé ainda no céu, e o outro na Terra, naquele paradigma no qual vocês não se ajustam muito bem. Existem sempre alguns pontos específicos, nos quais os seus pais estão muito presos no paradigma. Também existem alguns pontos em que eles estão livres dele, isto é, existem aspectos nos quais a energia do coração foi liberada neles. Mas há sempre alguns pontos em que eles estão muito presos no paradigma da consciência baseada no ego.

E então vocês chegam, fresquinhos, por assim dizer, do céu. O que acontece em seguida, no desenvolvimento da criança em relação aos pais, é que, a princípio, ela vai se ligar fortemente ao paradigma dos pais, e depois começa a se soltar dele devagar, conforme vai ficando mais velha. Este processo de crescimento tem muita afinidade com a transição da energia do ego para a energia do coração, que está acontecendo na consciência coletiva da humanidade como um todo.

O mesmo que está acontecendo numa grande escala também está acontecendo numa escala menor, no nível do individual. A transição da consciência baseada no ego para a baseada no coração, no nível micro, geralmente vem transcender as energias limitadoras, carregadas de medo, que vocês receberam dos seus pais, na infância.

Gosto de descrever esta transformação da consciência numa escala menor – através da descrição do relacionamento entre os pais e a criança, por exemplo – porque é muito fácil  vocês todos reconhecerem-na no nível da experiência pessoal. Não gosto de predições e declarações que não estejam sintonizadas com a experiência, que não possam ser reconhecidas pelo seus próprios corações, pelos seus próprios sentimentos. É por isto que Eu lhes peço outra vez: quando vocês lerem ou ouvirem alguma coisa sobre o período de transição, por favor questionem-na com seus corações e vejam se elas se ajustam às suas próprias experiências. Porque vocês não são mais estudantes, vocês todos são mestres. A sua própria experiência é a pedra de toque.

Os seus corações estão repletos de sentimentos intuitivos, suaves e ternos, a respeito do que virá a acontecer. Confiem neles. A forma em que esta mudança interior da consciência se mostrará externamente, na realidade física da Terra, não é assim tão importante. Chegaremos lá, quando chegarmos lá. É o passo do coração, o passo interno, no reino das emoções, o que realmente conta na transição para a Nova Era.

No momento em que vocês começam a vida aqui na Terra, vocês entram em contato com a realidade em primeiro lugar através dos seus pais. Na sua chegada aqui, vocês trazem consigo a lembrança do Lar e têm uma leve sensação de saudades de casa. Nós já mencionamos o trauma do nascimento cósmico (veja a terceira canalização desta série) que vocês carregam consigo, como almas, desde o começo da sua jornada através de todas as vidas na Terra e em outros lugares. Mas, toda vez que vocês começam a vida como uma criança, numa encarnação específica na Terra, ocorre também um trauma de nascimento – principalmente no sentido psicológico, por terem que se despedir do Lar a cada vez, e pela necessidade de se ajustarem à energia da Terra e encontrarem o seu caminho nessa energia.

No momento do seu nascimento, seus pais pertencem à energia da Terra. Eles já se adaptaram a esta dimensão e às leis que são impostas aqui. Geralmente estas leis são limitadoras, na área de normas sociais e idéias que os pais absorveram intensamente, e que não são, de jeito nenhum, auto-evidentes para a criança.

Assim, para a criança, os pais representam a consciência baseada no ego, o paradigma das três ilusões. A criança entra em contato com elas através do lar paterno; e a maneira como este paradigma tomou forma em seus pais irá influenciar intensamente essa criança, pelo resto da sua vida. 

Pamela está me pedindo para acrescentar uma observação aqui, para que os pais não sejam vistos de uma forma negativa: é lógico que os pais também já foram crianças um dia, e que também passaram pelo mesmo processo. Os pais não impõem conscientemente os seus medos e ilusões aos seus filhos. Seja como for, no estágio em que eles próprios têm seus filhos, os adultos já absorveram involuntariamente muitas energias do velho paradigma baseado no ego, o paradigma que é formado pelas três ilusões citadas acima.

A criança entra nisso nova em folha e percebe que a realidade não está de acordo e nem em harmonia com aquilo que ela estava acostumada. Nessa fase bem inicial da sua vida, a criança se encontra num estado de consciência muito passivo. Seu ser, sua mente e seus sentimentos estão muito abertos, e ela absorve tudo que a cerca. Principalmente nos três primeiros meses, a capacidade da criança de absorver é incrível. Ela assimila toda a realidade energética do seu ambiente, no âmago mais profundo das suas células.

A criança absorve a realidade energética do ambiente mais próximo, geralmente o dos pais, e a vivencia como realidade. Por outro lado, ainda existe aquele “pedaço de céu” dentro dela, aquele centro de existência pura e incondicional, que não é afetado pelas ilusões

De uma certa forma, essas realidades energéticas colidem, mas a criança esconde isso de si mesma, pois esse conflito é muito doloroso de ser experienciado neste estado tão vulnerável em que a criança se encontra, quando recém nascida. Para esconder de si mesma essa colisão, esse conflito interno, a criança passa a agir de acordo com o seu ambiente. Ela quer encontrar, nesse ambiente, a confirmação das energias de amor, unidade e maestria, que ainda estão presentes dentro dela, no seu estado natural. A criança ainda é o mestre da sua realidade, ela se sente unida e una, ela tem amor, mas ela quer que isso seja confirmado pelo seu ambiente. Ela começa a procurar essas confirmações, mas geralmente recebe mensagens confusas como resposta do seu ambiente.

Seus pais realmente querem lhe dar amor, mas também existe muito medo dentro deles. Ainda existe muita energia bloqueada, que não consegue fluir, que eles não se permitem deixar fluir. Existe também, nos pais, um anseio, uma sensação de saudades da sua própria maestria, do seu amor, da sua ligação natural com Tudo Que É, mas eles perderam este estado mental há muito tempo. Eles ficaram tão acostumados à vida na Terra e às suas ilusões, que começaram a enxergar essas ilusões como reais.

Então, involuntariamente, os pais vão criar a criança com energias que a confundem. E mais uma vez, até um certo ponto os pais não podem ser culpados por isso, no sentido de que, em um nível consciente, eles geralmente estão tentando dar o melhor para o seu filho.

Ao nascer uma criança, muitas vezes os pais têm uma abertura para mais luz e amor. Nesse momento, um centro de amor divino, incondicional, que existe dentro dos pais, é tocado. Eles sentem a sacralidade do nascimento e do pequeno ser que se entregou, com toda confiança, a eles e à vida. No nascimento de uma criança, os corações dos pais estão totalmente abertos, e eles estão em contato com o ser divino, sagrado, deles mesmos. Mas isto geralmente é temporário, porque logo depois tudo começa a se assentar, a ser envolvido outra vez pela realidade energética dos pais, que existia antes do nascimento da criança. E assim, a abertura para a realidade baseada no coração,  que havia se apresentado, pode fechar-se novamente, e geralmente se fecha. Os pais voltam para suas antigas formas de pensar, de sentir e de querer.

E o que acontece, então, com a criança que começa a crescer?

As crianças, na sua maioria, escolhem adaptar-se tão firmemente ao paradigma dos pais, que perdem contato com a energia original das suas almas, da qual elas ainda estavam bem conscientes no começo de suas encarnações Nesta primeira fase da vida (até a puberdade), elas estão tão envolvidas e focadas neste mundo, em conseguir o amor e a atenção dos seus pais, que elas mesmas se esquecem de quem elas são.

A criança tem um desejo desenfreado por amor e intimidade, e quando seus pais não lhe proporcionam isso num grau suficiente, ela se volta para trás para consegui-lo de alguma forma. E assim cria imagens ilusórias do amor. Ela começa a confundir certas energias com amor, por exemplo, o orgulho que os pais sentem quando o filho consegue fazer alguma coisa que o mundo exterior considera esperto ou bem feito. Este tipo de orgulho paterno realmente não tem nada a ver com a criança em si. Não é o orgulho por uma realização interna, mas por um desempenho externo, que não se origina, necessariamente, dos impulsos internos da criança. Mas a criança pode crescer  enxergando esse orgulho como amor. E mais tarde, na sua vida, geralmente ela vai trabalhar muito duro e não vai entender, como um adulto, por que ele tem essa premência de trabalhar tão duro o tempo todo, por que o trabalho se tornou um vício para ele.

Uma segunda distorção, ou imagem ilusória do amor, é quando a criança começa a confundir amor com dependência emocional. Muitos pais vivenciaram, eles mesmos, a falta do verdadeiro amor na sua infância. Eles não se sentiram verdadeiramente recebidos numa atmosfera de calor humano e segurança. Então, quando eles têm seus próprios filhos, eles os envolvem com sinais confusos. De um lado, existe amor genuíno, mas de outro, existe a necessidade subconsciente de compensar a perda. Os pais tentam curar a sua própria ferida emocional, encontrando o amor e a segurança emocional que eles não tiveram no passado, através do relacionamento com seu filho. Quando isso acontece, a criança recebe sinais muito confusos dos seus pais.

Energeticamente, as mensagens “eu te amo” e “eu preciso de você” ficarão indissoluvelmente entrelaçadas. Com esse entrelaçamento, que vocês podem imaginar como uma espiral de cordas torcidas, a criança começa a associar amor com necessidade. Essa ligação ou ilusão é o começo de um relacionamento emocional de dependência entre os pais e a criança, que pode ter um resultado muito destrutivo, não só no relacionamento pai-filho, como também, a longo prazo, nos relacionamentos íntimos que essa criança terá como um adulto.

No relacionamentos que terá com outros adultos, ele ou ela poderá facilmente começar a pensar que “ser necessário” é um ingrediente essencial do amor naquele relacionamento. Poderá, então, começar a interpretar os sentimentos de dependência, e até o ciúme e a possessividade, como formas de amor, quando, na verdade, essas energias são diametralmente opostas ao amor.

Resumindo a primeira parte deste material, você vê que, ao nascer, você aterrissou num paradigma paterno que no começo – digamos, na primeira parte da sua vida – lhe causará uma grande confusão. Você é como que “levado para o caminho errado” até que, num determinado ponto, começam a aparecer oportunidades e possibilidades na sua vida que o levam a investigar, a desatar o nó. Você pode, então, passar por uma crise de identidade, onde não existe mais certeza de nada e você está constantemente em dúvida sobre quem você é e sobre quem você não é. Isto foi descrito na série Trabalhadores da Luz, como a primeira fase da transição do ego ao coração.

O verdadeiro desligamento das suas ilusões e falácias ocorre quando você entra em contato com a energia do seu coração, também descrita na série Trabalhadores da Luz. Em relação aos seus pais, isto significa ser capaz de realmente liberá-los e perdoá-los internamente, e começar a seguir o seu próprio caminho.

Num certo sentido, você foi a vítima dos seus pais, já que, nas sua infância, seus pais representaram a consciência baseada no ego. Você viveu temporária e parcialmente de acordo com as ilusões deles. De uma certa forma, sendo filho deles, você não tinha outra escolha. Entretanto, transcender este estado de ser a vítima é uma das rupturas mais poderosas que você pode ter na vida. Você se torna uma pessoa livre quando você reconhece as impressões energéticas mais profundas da sua infância pelo que elas são e então decide quais as que lhe convêm e quais as que você prefere abandonar. Isto é maestria.

Então você não se adapta mais subconscientemente aos desejos e anseios dos seus pais, quando eles não são seus próprios. Ao mesmo tempo, você também não se rebela mais contra eles. Você pode ver as impressões que não lhe convêm simplesmente como algo que não pertence a você, e ponto final. Você não precisa mais julgar os seus pais por terem oprimido você com esses aspectos. Você não precisa mais lutar contra eles.

Você é apresentado à consciência baseada no ego através dos seus pais e você transcende-a também através dos seus pais, liberando-os com amor e perdão e reconhecendo-se como o mestre independente que você é. Esta é a afirmação da sua maestria, a conscientização de que você é o criador da sua vida e de tudo que você escolheu, inclusive os caminhos errados que você tomou.

Os Trabalhadores da Luz e seus pais

Neste ponto, Eu gostaria de falar especificamente sobre as almas dos Trabalhadores da Luz. Quando nascem, eles também mergulham no paradigma dos pais que eles mesmos escolheram como almas. Mas os Trabalhadores da Luz geralmente carregam consigo uma atribuição extra em relação aos seus pais e ao paradigma paterno.

Quando os Trabalhadores da Luz vêm para a Terra, eles têm a intenção de plantar as sementes, os brotos da consciência Crística, a energia da Nova Era. Num sentido mais forte ainda que as outras almas, os Trabalhadores da Luz estão determinados a realizar o paradigma do coração na realidade terrestre. Por esta razão, especificamente – e isto pode parecer um paradoxo – muitos Trabalhadores da Luz escolhem encarnar em famílias onde existe muita escuridão. Com escuridão, Eu quero dizer simplesmente as ilusões das quais falei há pouco, as três ilusões que levam à perda da sua maestria, à perda da sua verdadeira unidade, à perda do amor.

Assim, quando os Trabalhadores da Luz vêm para a Terra com uma consciência desenvolvida, um refinamento ou “antiguidade” nas suas almas, eles acabam em famílias onde algo está acontecendo, onde uma determinada ilusão está sendo experienciada ao extremo. Pela natureza da sua missão, os Trabalhadores da Luz são como um ímã voltado para situações onde a energia tornou-se bloqueada, onde a energia está estagnada como num beco-sem-saída. Eles sentem que é sua tarefa ajudar a energia a fluir outra vez ali. E é por isso que os Trabalhadores da Luz muitas vezes nascem em famílias difíceis.

Quando começam a vida, os Trabalhadores da Luz geralmente confiam firmemente em que  vão encontrar a saída, em que vão superar aquela energia limitadora. No entanto, quando eles nascem e crescem, eles são expostos aos mesmos dilemas e confusões que qualquer outra criança. Num certo sentido, eles até experienciam essa confusão mais profundamente e mais fortemente. Como eles carregam consigo muito da energia do Lar, eles colidem (internamente) de frente com os padrões de energia bloqueada do seu meio ambiente e isso fere-os profundamente. Portanto, existe um certo risco envolvido na jornada do Trabalhador da Luz a esses lugares de escuridão e erro. É uma missão perigosa. Não se esqueçam porque Eu os chamo de bravos guerreiros – é por esta razão.

O seu nascimento aqui é uma aterrissagem numa paisagem inóspita, trazendo apenas o seu conhecimento interno como bagagem. Há uma baixa ressonância com o meio ambiente e pouco reconhecimento e consciência de quem você é. Como um Trabalhador da Luz, você é um pioneiro que quer redirecionar alguma coisa, mudar alguma coisa, e você é sempre o primeiro a fazer isso nesse ambiente. Então, você não encontra logo os seus pares. E isso magoa, isso é difícil para uma alma humana. Como uma entidade espiritual, você escolheu conscientemente este caminho, mas como um ser humano, como uma criança, isto pode ser muito duro para você. É por isso que eu recomendo insistentemente que vocês sintam e reconheçam essa dor em vocês mesmos, porque só assim vocês poderão lidar com ela e libera-la. É a dor da criança que não tem lar e nunca encontra o reconhecimento da sua singularidade. A criança é um estranho naquele ambiente. Os Trabalhadores da Luz passam por isto muito mais que os outros, primeiro porque eles são muito “diferentes” e, segundo, porque eles procuram um ambiente onde essa forma diferente de ser não seja reconhecida ou seja aceita com dificuldade.

Toda a jornada da criança para a idade adulta, e até para a velhice, pode ser vista como um desafio para reencontrar a sua própria e inata luz interior. O desafio é começar a saber e a sentir outra vez, no fundo de você mesmo: “Este sou eu, e isto é o que eu vim trazer aqui.”

Isto é especialmente verdadeiro para os Trabalhadores da Luz. A primeiro dever de vocês é tornar-se quem vocês são. Fazendo isso, vocês cumprem sua missão. Não é sua tarefa melhorar o mundo. A tarefa de vocês é encontrar a si mesmos. E aí sim, o mundo tornar-se-á um lugar melhor para isso, porque a sua Luz brilhará de uma forma natural. Mas vocês não precisam trabalhar para isto, isto simplesmente acontecerá.

O verdadeiro trabalho é se desapegar de todos esses pedaços do paradigma do ego (medo, ilusão), que vocês absorveram tão profundamente enquanto crianças, no primeiros três meses e depois.

Este desapegar-se é uma tarefa intensamente pesada. Não quero desencoraja-los, dizendo isso. Quero, sim, ensina-los a ter um grande respeito por si mesmos e dizer-lhes que vocês são os guerreiros mais corajosos que eu conheço. O desafio é ser tudo o que vocês podem ser, num meio ambiente que não é o de vocês. Este é o trabalho do pioneiro, aquele que pavimenta ao caminho para uma nova consciência aqui na Terra.

Resolvendo o carma familiar.

Nos textos que foram colocados anteriormente do site (a série Trabalhadores da Luz), Eu falei bastante sobre os passos que vocês devem dar para se desprenderem da consciência baseada no ego e começarem a se movimentar em direção à vida baseada no coração. Por isso, não vou entrar nessas questões aqui. O que Eu quero é falar alguma coisa especificamente sobre o seu relacionamento com os seus pais e relacionar isto com o exercício de meditação que Gerrit fez no começo (este não foi transcrito).

É importante que vocês se conscientizem de todos os sentimentos envolvendo a relação com seus pais, particularmente os sentimentos que a sua criança interior tem por eles. Entretanto, também pode ser muito instrutivo inverter os papéis, como acontece nesse exercício (nesse exercício, vocês encontram os seus pais, sendo eles crianças). Coisas das quais vocês não suspeitavam podem vir à luz.

O papel invertido carrega a semente da verdade dentro dele pois, em essência, vocês são (também) os pais dos seus pais. A intenção de vocês era fazer o papel de pais, quando vocês vieram para a Terra nessa família específica: vocês queriam levar seus pais a algum lugar, ou afasta-los de alguma coisa; vocês queriam leva-los a crescer para uma realidade mais luminosa.

Muitas vezes vocês pensam que falharam nessa questão. Vocês acham que não deu certo, que vocês não foram capazes de ajudar seus pais da forma que haviam imaginado.

Mas, isso não é verdade.

A questão é entender verdadeiramente o que significa “ajudar”. Isso funciona da seguinte forma:

Ao nascerem, vocês aterrissam num paradigma ao qual vocês não pertencem essencialmente. Mas vocês começam a viver de acordo com ele, vocês o absorvem tão intensamente, que ele acaba fazendo parte de vocês. Ele torna-se parte de vocês a tal ponto, que vocês realmente não sabem mais o que é seu e o que não é. Subconscientemente isso fere-os e leva-os a um conflito interno. Enquanto vocês se transformam em adultos, vocês podem escolher conscientizar-se dessa dor e trabalhar com ela. Então vocês entram no caminho do crescimento interior e da conscientização, e se apercebem de níveis cada vez mais profundos de dor interna, curando-os. A dor de não serem reconhecidos, a dor da solidão – todas essas peças vêm à tona.

E enquanto vocês estão fazendo isso, estão cumprindo a sua tarefa. Vocês estão ajudando os seus pais, não direta, mas indiretamente. O que vocês estão fazendo, de fato, é construindo um caminho, uma trilha energética. Vocês estão subindo para fora de um certo vale, uma área escura onde determinadas ilusões governam, e estão deixando uma trilha atrás de si. Essa escalada exige uma tremenda quantidade de esforço e energia. E essa é a sua missão, a tarefa que vocês estabeleceram para si mesmos. Ao clarearem o caminho, a “trilha da solução” torna-se energeticamente disponível para os seus pais, para a sua família e para todos que quiserem usa-la, ou seja, todos que estão num impasse podem usar a energia da solução, que vocês disponibilizaram através da sua escalada para fora das profundezas. (Sobre o conceito de “energia da solução”, veja também “Armadilhas no caminho de tornar-se um curador”)

Assim, a trilha que vocês constroem para si mesmos, no caminho para a sua própria iluminação, para a sua própria alegria, é o cumprimento da sua tarefa. Não é tarefa de vocês carregar também seus pais ou outras pessoas junto de vocês, ou nas suas costas. Esta não é a sua tarefa. A tarefa de vocês é construir uma trilha energética, o que vocês fazem através do seu próprio crescimento interior e desapegando-se.

O conceito de carma familiar, que é usado nos círculos esotéricos, pode levar a mal-entendidos nesse sentido. No caso do carma familiar, deve haver um carma que vai além do  individual, um carma que pertence à família e que um membro da família (um Trabalhador da Luz, obviamente) poderá tomar para si mesmo. É realmente verdade que uma determinada questão e determinados problemas podem se repetir muitas e muitas vezes, dentro de uma família, podendo vir de muitas gerações anteriores. Isso pode, inclusive, ter implicações genéticas. Esses problemas estão procurando uma solução em um determinado nível, e serão passados adiante até que a solução aconteça.

Numa determinada linha familiar, muitas almas – não só de Trabalhadores da Luz – recebem, no nascimento, uma parte do carma que pertence à família. Geralmente os Trabalhadores da Luz escolhem isto mais ou menos conscientemente, e têm o objetivo explícito de contribuir para a liberação ou desbloqueio de uma energia bloqueada

Mas essa contribuição não implica na sua obrigação de libertar a sua família desse carma. É para vocês libertarem a si mesmos desse carma. Ao fazerem isso, vocês criam um espaço energético de possibilidades, que os outros poderão usar, se quiserem. Os outros também podem escolher não fazer isso; esse é um direito deles e isso é algo que vocês têm dificuldade de soltar.

Algumas vezes vocês realmente têm a ideia de que precisam figurativamente arrastar seus parentes ou entes queridos montanha acima; que o sucesso da sua missão realmente depende das mudanças que ocorrem na vida de outras pessoas. Mas isso não é assim.

Estes outros, estas pessoas que vocês amam e querem tanto levar para a Luz, ainda podem viver alguns séculos no vale. Mas algum dia eles vão descobrir uma pequena trilha que sobe a montanha e vão pensar: “Ei, isso é interessante! Sinto que é bom experimentar isto. Eu realmente não estou vivendo muito bem aqui embaixo.” E então eles irão para fora do vale. Eles seguirão seu próprio caminho de crescimento interior, sua própria escalada para a Luz. E não é maravilhoso, não é fantástico, que haverá uma trilha para eles seguirem?

Eles seguirão seu próprio caminho, mas haverá sempre um farol. Um caminho foi pavimentado para eles, de modo que lhes será mais fácil dar esses passos. Graças a vocês. Esta é a tarefa de vocês; este é o papel do pioneiro: abrir caminho através de uma terra inculta, através de algo que ainda não foi conquistado ou mapeado.

Quando vocês conseguem se desfazer das três ilusões, quando vocês conseguem deixar as energias da maestria, da unidade e do amor fluir em suas vidas, vocês entram em contato com o coração e vivem a partir de uma consciência baseada no coração. E então, vocês podem se desapegar do velho paradigma e, num certo sentido, abandonar os seus pais. Não literalmente, mas internamente. Abandonar seus pais internamente significa libera-los para que eles sejam quem eles são, não mais tentando muda-los, compreendendo que não é sua tarefa leva-los literalmente a nenhum lugar. A tarefa de vocês está feita; vocês construíram um caminho, com amor. Foi para isso que vocês vieram aqui, vocês não falharam.

Vocês verão que, depois desse adeus interior, o relacionamento com seus pais ficará menos estressante, as energias de luta, reprovação e culpa poderão deixar o cenário.

No seu ambiente mais próximo, poderão então aparecer outras pessoas que fazem parte daquilo que vocês podem chamar de sua “família espiritual”. Sua família espiritual não tem nada a ver com biologia, genes e hereditariedade. Ela se refere a almas afins. Geralmente são almas que vocês conhecem de vidas passadas. Geralmente vocês têm uma ligação de amizade com elas. Quando vocês encontram alguém assim, vocês podem ficar espantados com a facilidade com que o contato acontece e com a rapidez com que vocês se reconhecem em todos os aspectos.

No começo, você passaram por tantas dificuldades para serem capazes de conviver com o fato de serem diferentes. Muitas vezes vocês tiveram a sensação de “não se ajustarem”, mas quando vocês realmente se desapegam do seu antigo paradigma, algumas pessoas chegam no seu caminho, com as quais o fato de vocês “serem diferentes” é justamente o que estabelece o contato, o que faz vocês sentirem o “clique”. Isto lhes dá uma grande alegria e satisfação. É a energia da sua verdadeira família, seus companheiros de alma, com os quais vocês encontrarão o reconhecimento que vocês procuraram durante todo este tempo. Quando vocês conseguem reconhecer a si próprios independentemente de quem quer que seja, então essas amizades e relacionamentos enriquecedores poderão aparecer na sua vida automaticamente e com perfeita facilidade.

Jeshua canalizado por Pamela Kribbe.

© Pamela Kribbe

www.jeshua.net

Tradução para o português: Vera Corrêa.

Revisão: Luiz Corrêa

 

segunda-feira, 11 de março de 2024

JESHUA – SÉRIE DE CURA – PARTE 3 – ARMADILHAS NO CAMINHO DE TORNAR-SE UM CURADOR!

 


Queridas pessoas,

É com grande prazer e felicidade que eu falo com vocês através da Pamela e lhes dou as boas-vindas a este lugar, onde vocês se reuniram para ouvir a mim, um velho amigo de vocês. Eu sou Jeshua. Eu estive entre vocês na minha vida na Terra, como Jesus.

Eu fui humano e eu sei de tudo que vocês passam como seres humanos num corpo terreno e numa vida terrena. E eu vim aqui para ajudá-los a entender quem vocês são. Todos vocês que estão aqui presentes, e muitos dentre aqueles que vão ler este texto mais tarde, são Trabalhadores da Luz.

Vocês são anjos de luz, que se esqueceram quem realmente são.

Todos vocês passaram por muitas provações na sua jornada na Terra, através das suas muitas vidas terrenas. E eu conheço essas provações por mim mesmo.

Agora vocês chegaram num ponto da história da sua alma, onde está havendo um encerramento, a conclusão de um determinado estágio da sua história.

Vocês todos estão num ponto do seu desenvolvimento, em que estão tendo um contato mais forte com o Ser Interior que vocês realmente são, com o seu Eu Superior, que é independente de tempo e espaço. Vocês estão no processo de permitir que o seu Eu Interior ou Superior se integre com o seu ser terreno, com a sua vida atual.

Vocês todos ainda estão um pouco constrangidos em contatar seu Ser Superior, porque se esqueceram que vocês próprios são essa grande fonte de luz. Esqueceram-se que todo o conhecimento e amor que vocês estão procurando está presente no seu próprio campo de energia, na sua própria aura.

Apesar disso, todos vocês começaram a entrar em contato com essa fonte profunda de luz dentro de si. Portanto, agora é apropriado, no seu caminho de vida, que vocês deem assistência a outros – profissionalmente ou não – em sua jornada interior.

Mesmo que a sua própria jornada interior ainda não tenha terminado, vocês são capazes, a partir de um certo ponto, de compartilhar as suas energias de percepção e sabedoria com outros. Todos vocês se sentem chamados a fazer isto.

A partir do momento em que vocês assumem a responsabilidade de curar ou ser um professor, algumas armadilhas aparecem no seu caminho. Elas estão ancoradas num certo mal entendido a respeito do processo que os outros passam para se tornarem inteiros, e a sua parte nisso. É sobre estas armadilhas que eu gostaria de falar hoje.


O QUE É A CURA?

Qual é a essência da cura? O que acontece quando alguém fica “bem”, seja no nível psicológico, emocional ou físico?

O que acontece é que essa pessoa se torna capaz de fazer uma conexão, num nível mais profundo, com a sua própria luz interior, com aquele ser que ela realmente é. Essa conexão tem um efeito curador em todas as camadas do ser, tanto no nível psicológico, quanto nos corpos físico e emocional.

O que toda pessoa procura em um curador ou terapeuta, é um espaço energético no qual ela própria seja capaz de contatar sua luz interior. O curador ou terapeuta pode oferecer esse espaço, porque ele mesmo já fez essa conexão dentro de si. O curador tem uma frequência à sua disposição, uma frequência energética no seu interior, que contém a solução para o problema do buscador da cura.

Ser um curador ou terapeuta significa: carregar a frequência energética da solução no seu campo energético e oferecê-la para outra pessoa. É isto que é, nada mais.

Basicamente, é um processo que pode acontecer sem palavras ou ações. A própria energia que você tem, como curador ou terapeuta, é que possui um efeito curador. É a sua energia “iluminada”, que você oferece como um espaço no qual uma outra pessoa pode entrar em contato com a luz interior dela, com o seu próprio âmago. É o contato interno que faz com que a cura aconteça. Toda cura é, na verdade, uma autocura.

Curar ou ajudar, em essência, não tem nada a ver com habilidades específicas ou conhecimentos específicos que podem ser aprendidos em livros ou cursos. O poder curativo não pode ser adquirido através de alguma coisa externa. Ele tem a ver com a “frequência da solução”, que está presente no seu campo de energia, como resultado do seu próprio crescimento interior e clareza de consciência.

Geralmente, isto ainda não está completo em todos os aspectos, porque vocês ainda estão envolvidos num processo pessoal de crescimento de consciência. Mas existem partes do seu campo energético que se tornaram tão claras e puras, que elas podem ter um efeito curativo nos outros.

É essencial compreender que não é preciso trabalhar para alcançar esses efeitos. É o paciente ou cliente que decide assimilar ou não a frequência, permitir ou não que ela entre. A escolha é dele. Você oferece-a pelo que você é, “estando ali” para o outro. Não é por causa das habilidades ou conhecimentos que você adquiriu de alguém, que você cura, mas puramente pelo que você é, pelo caminho interior que você percorreu. Principalmente na área dos problemas pelos quais você mesmo passou, tendo sentido no âmago do seu ser as emoções que os acompanharam, é que você pode ajudar melhor o outro.

Por isso, auto curar, assumir a responsabilidade pelas suas próprias feridas internas e envolvê-las na luz da sua consciência, é tão importante para os Trabalhadores da Luz. A capacidade de auto curar é que faz de você um curador ou Trabalhador da Luz. A frequência da solução dentro do seu campo de energia é que possibilita que outros encontrem o caminho para a sua própria (auto) cura

Quando você está tratando seus pacientes ou ajudando pessoas ao seu redor, você geralmente “lê” a energia deles e lhes dá informação, ou trata-os energeticamente. Mas o seu paciente, ou a pessoa que você está tratando, também está ocupada em “ler” você. Da mesma forma que você está sentindo a energia dele, ele também – consciente ou inconscientemente – está absorvendo a sua energia. Ele sente se o que você fala e faz vem ou não vem do seu ser, da sua frequência energética. Ele sente você.

É nessa leitura que o cliente faz de você, que ocorre a verdadeira quebra das defesas. Quando o cliente sente ali o espaço que ele precisa para retomar o contato interno com seu próprio Ser, suas palavras e ações adquirem uma qualidade curativa. Então, elas se tornam os portadores da luz e do amor que pode levar o cliente ao âmago da sua própria luz e amor.

Quando alguém vem a você buscando sinceramente ajuda, ele se abre de tal forma para a sua energia, que ele pode ser tocado pelas partes mais puras do seu ser. Estas partes de você não provêm dos livros que você leu nem do material que você aprendeu; elas não são meras habilidades ou instrumentos. Elas são o resultado de uma alquimia pessoal, uma transformação pessoal de consciência que leva a sua marca exclusiva.

Eu quero enfatizar firmemente esta questão, porque parece que existe uma tendência entre os Trabalhadores da Luz (pessoas que, por natureza, sentem uma forte necessidade de ajudar os outros) de viver procurando um novo livro, um novo método, uma nova habilidade, que possa ajuda-los a ser um melhor terapeuta ou curador.

A cura verdadeira é tão simples.

Quando eu vivi na Terra, algo fluía dos meus olhos. Meus olhos apresentavam uma energia que possuía um efeito curativo imediato nas pessoas que estavam abertas a ela. Isto não era nenhum truque de mágica nem efeito especial. Eu estava em contato com a minha fonte interna de verdade. Eu podia deixar a luz e o amor divinos, que eram minha herança – assim como são sua herança – fluírem de mim para outros seres viventes. Isto tinha um efeito curativo naqueles que estavam verdadeiramente abertos a isso.

O mesmo acontece com vocês. Neste aspecto, vocês não são diferentes de mim. Todos vocês caminharam pela estrada interior da liberdade e da autorrealização, para chegar no mesmo ponto onde eu cheguei, quando eu vivi na Terra. Vocês todos estão no processo que os levará a tornarem-se conscientes do Cristo em vocês.

A energia Crística é o seu destino e a sua meta, e vocês estão cada vez mais próximos desse destino. É o Cristo em vocês que trata e cura, como uma consequência natural do que ele é. Muito frequentemente, vocês ainda se identificam com o discípulo, aquele que se senta aos pés do guru e escuta, pergunta e busca. Mas, estou lhes dizendo que o tempo de ser um discípulo terminou. É tempo de reivindicar a sua maestria. É tempo de dar ao Cristo em vocês, a chance de se manifestar na sua realidade terrena cotidiana.                       

Para realmente se tornar um com a consciência Crística e alcançar a sua maestria como um curador, vocês precisam se desapegar de algumas coisas. Estas coisas representam as armadilhas no caminho para se tornar um curador. É sobre isto que eu quero lhes falar hoje. Vou diferenciar três áreas nas quais lhes é pedido que se desapeguem.


A ARMADILHA DA CABEÇA.

A primeira armadilha está na área da cabeça – a mente. Vocês são muito versados em analisar, em raciocinar por meio do pensamento lógico. Entretanto, a parte mental, pensante, de vocês é verdadeiramente uma parte do mundo da dualidade. Com “mundo da dualidade” queremos dizer uma realidade de consciência onde os fatos são divididos em bom ou mau, claro ou escuro, masculino ou feminino, amigo ou adversário, etc. Em outras palavras, uma realidade de consciência onde a unidade subjacente a todos os fenômenos não é reconhecida, mas onde o julgamento e a diferença são vistos como verdadeiros e objetivos.

A energia Crística é realmente uma energia que está acima ou abaixo da dualidade. Ela é que forma a unidade por baixo de todas as polaridades. Mas a mente não reconhece esta corrente de unidade. A mente gostaria de partir essa corrente, dividi-la em partes, classificá-las e colocá-las em diferentes compartimentos. A mente gosta de projetar estruturas, teorias que podem ser colocadas sobre a realidade, sobre a experiência direta.

Isto também acontece quando vocês tentam curar os outros. A partir de uma perspectiva racional, vocês tentam colocar os sintomas individuais do cliente dentro de uma estrutura mais ampla, uma categoria mais generalizada, e vocês gostam de imaginar todo tipo de teorias a respeito desse tipo de problema e das soluções para ele.

Agora, não estou dizendo que tudo isto esteja errado. Mas eu gostaria de lhes pedir o seguinte: quando vocês estiverem trabalhando com os outros – seja profissionalmente ou em sua vida pessoal – tentem e desapeguem-se de todos os seus pensamentos e raciocínios, de todas as suas considerações racionais sobre qual é o problema do outro, e ouçam puramente a energia do outro. Tentem sentir, com seu coração e intuição, onde o outro está, dentro do mundo interno dele.

Este foi o propósito do exercício que Gerrit fez com vocês antes, o segundo exercício. (Jeshua refere-se a dois exercícios de meditação que foram feitos no começo da sessão. Eles estão descritos abaixo, depois deste texto)

Geralmente, vocês têm todo tipo de ideia a respeito do que outra pessoa deveria ou não deveria fazer para conseguir superar seus bloqueios internos. E essas ideias muitas vezes são mais ou menos verdadeiras. Mas a questão é que nem sempre elas estão sintonizadas com a energia do outro no agora, neste momento do tempo. Pode ser que o outro precise de uma abordagem ou energia completamente diferente daquela à que você pode chegar com a sua mente racional.

Eu gostaria de convidá-los a enxergar e sentir a outra pessoa puramente a partir daquele lugar quieto e intuitivo dentro de vocês mesmos, onde vocês transcendem a dualidade e voltam para casa, para a energia Crística. Eu os convido a realmente deixar que o outro os inspire, quando vocês lhe oferecerem ajuda.

Assim a solução geralmente é muito simples.

Vejam, por exemplo, os pais que querem ajudar seus filhos nos problemas que estes encontram em seu caminho. Geralmente, devido à experiência, os pais têm uma visão melhor de certas coisas do que os seus filhos, e eles podem ver as consequências de determinadas ações, antes dos seus filhos.

A partir desse conhecimento, os pais gostariam de salvar seus filhos de situações negativas, ou preveni-los e estimula-los a rever as suas escolhas. Isto pode parecer uma boa maneira de ajudar, do ponto de vista da mente.

Mas se um pai se sintonizasse com a criança, a partir do seu lado intuitivo, quieto, e simplesmente ouvisse o que a criança pede dele, geralmente encontraria algo totalmente diferente. Porque, o que a criança mais frequentemente precisa, no fundo do seu ser, é da confiança sincera dos seus pais.

“Confie em mim. Deixe-me ser quem eu sou. Deixe-me cometer erros, deixe-me tropeçar, deixe-me ser quem eu sou, e mantenha a sua fé em mim.”

A sua confiança sincera em seu filho pode encoraja-lo a ir para dentro de si mesmo e consultar a sua própria intuição. Isto pode ajuda-lo a tomar uma decisão que seja realmente boa para ele e que também seja compreensível para você, do seu ponto de vista.  

Entretanto, se você tentar fazer com que o seu filho faça alguma coisa de acordo com a estrutura da sua mente, seu filho vai perceber em você um sentimento de falta de confiança, e isto provocará uma reação de resistência e poderá inclusive levá-lo a uma escolha que você não goste.

A criança “lê” você, quando você lhe oferece assistência. É da natureza das crianças enxergar através das palavras e sentir os seus medos por trás delas. Muitas vezes elas respondem com aversão, começam a resistir e parece impossível discutir com elas. Mas, geralmente são os pais que perderam contato com seus sentimentos mais profundos devido ao medo, e assim o problema é que eles só são receptivos à razão. Eles ignoram o seu conhecimento intuitivo, que pode construir uma ponte entre eles e os seus filhos.

Eu citei este exemplo porque ele é tão comum e é tão fácil de se identificar com ele, e porque é tão difícil lidar com os filhos simplesmente a partir do seu conhecimento intuitivo.

Desapegar-se. Esta é a questão. Desapegar-se das suas idéias, dos seus pensamentos sobre o que é certo para o outro. Ir até o agora e perguntar: “O que você precisa de mim?” . Este é o poder; este é o poder curador que você oferece à outra pessoa.

E geralmente o que acontece é que o outro está pedindo: “Tenha paciência comigo. Confie em mim, continue envolvendo-me com a sua fé, mesmo se eu erre tantas vezes.”

A armadilha da cabeça é a fonte de muita preocupação.

Na verdade, tudo é muito mais simples. Em qualquer situação difícil, tente e encontre, com seu sentimento e intuição, o nível de energia no qual tudo se torna muito claro e simples. Você não precisa pensar, só escutar.

Esse é o lugar da energia Crística. Esse é o lugar onde Eu estou esperando por você.


A ARMADILHA DO CORAÇÃO

A segunda armadilha que eu gostaria de mencionar, no caso de ajudar os outros, é a área do coração, o centro do sentimento.

O coração é um ponto de encontro de muitas energias. Ele faz a ponte entre o céu e a Terra. Ele pode construir uma ponte entre diferentes pontos de vista. O coração “coleciona” energias de origens diferentes e é capaz de reconhecer a unidade subjacente a elas. Ele é capaz de transcender a dualidade, com o auxílio das energias de amor e compaixão.

O coração é a sede da simpatia e compaixão por tudo que é vivo e animado. Portanto, é também o seu centro de empatia. O coração desempenha um papel importante no acompanhamento e orientação dos outros. Com o seu coração, você pode sentir a dor dos outros e ampará-los com amor e compaixão.

No entanto, também existe um perigo nisso. A sua compaixão e empatia podem ir muito longe. Tão longe, que você perde uma parte de si mesmo para o outro.

Você precisa saber que, quando você doa demais de si mesmo porque você se deixa levar pelo sofrimento de outra pessoa, a energia “demais” volta-se contra você. Essa porção de energia vai para a outra pessoa, mas não contribui para a solução do problema dela, porque ela não provém de um sentido puro de equilíbrio. Na verdade, essa energia supérflua provém de uma dor em você mesmo, da qual você não está totalmente consciente. Essa dor faz com que você sinta um anseio exagerado por doar.

Você pode perceber quando está fazendo isso. Acontece quando você acaba de falar com alguém, ou de tratar alguém, e em seguida você se sente vazio, frustrado ou pesado. Isso mostra que você doou demais.

Quando você doa de uma forma equilibrada, você se sente livre, cheio de vida e inspirado. Em seguida, você volta para a sua energia com facilidade. Então, o outro desaparece do seu campo de energia. A sua aura se fecha e cada um segue seu próprio caminho. Tudo está bem.

Mas quando uma ligação com a energia da outra pessoa permanece, porque você quer tanto que ela fique boa ou seja feliz, isso tem um efeito destrutivo na sua energia. Nesse momento, surge uma ligação energética de dependência. O seu bem-estar torna-se dependente do bem-estar de outra pessoa.

Por que isto acontece tão facilmente entre vocês? Por que é tão difícil, para os Trabalhadores da Luz, evitar esta armadilha? De onde vem essa necessidade dolorosamente forte de curar, de tornar inteiro, e de fazer do mundo um lugar melhor?

Existe uma tristeza nos seus corações. Existe, em vocês, um profundo sentido de responsabilidade e conexão com a Terra e com tudo que vive sobre ela. Existe, em vocês, um profundo anseio por outra frequência de consciência, mais sintonizada com a divindade natural de tudo que vive e respira sobre a sua Terra. Vocês anseiam por uma realidade que responda à canção da sua alma. Uma canção que fale de paz, alegria, conexão e inspiração criativa.

Devido a esse profundo anseio e à inquietação que ele causa, vocês geralmente querem ajudar as pessoas mais rápido do que elas podem suportar. Há impaciência e inquietação em vocês. E isso faz com que vocês tenham dificuldade para se distanciar o suficiente da pessoa com quem vocês estão fortemente envolvidos. Isto claramente toma parte na área pessoal; e também na área da ajuda profissional a outras pessoas.

Desapegar-se da dor e dos sofrimentos de outras pessoas e permitir completamente que elas passem por seus próprios processos, pode provocar uma dor interna em vocês. Isto porque isso lhes leva de volta à sua própria solidão e lhes dá uma sensação de estarem perdidos na realidade terrena. A diferença entre este mundo imperfeito e aquela outra realidade energética com a qual vocês sonham – tão mais pura e bonita do que esta – fere-os profundamente.

É por isso que, na área do coração, a armadilha é a impaciência.

Essa impaciência toma a forma de um grande envolvimento com uma boa causa, ou com o cuidado intenso pelo bem-estar dos outros. Ela toma a forma de muita doação.

Se vocês notarem essa tendência dentro de si, esse anseio por ajudar ou lutar por uma boa causa, sintam a impaciência que existe nisso, sintam a parte da não aceitação da realidade que se apresenta aqui e agora. E saibam também que, quando vocês estiverem claramente conscientes disso, vocês poderão se desapegar disso. Assim que vocês reconhecerem que a sua ânsia e impaciência vêm de uma dor e tristeza internas, vocês poderão parar de doar demais.  

As coisas voltarão a ser muito simples.

A única coisa apropriada para se fazer como um curador ou Trabalhador da Luz, é permitir que a sua energia esteja disponível para outros; simplesmente ser quem você é estar em paz consigo mesmo. A frequência da solução está no seu campo energéticos.

Geralmente você atrai pessoas que têm exatamente os mesmos tipos de problemas pelos quais você mesmo já passou. Você mesmo esteve no fundo desses problemas, com seu coração e alma, e assim você alcançou um conhecimento e uma pureza nessas áreas, que se tornaram partes do seu ser. Aquilo que se torna parte do seu ser é sagrado, inviolável; você não pode perdê-lo. Não é um conhecimento aprendido, que você pode esquecer, mas é você mesmo, transformado pela vida, pela experiência e pela vontade de aprender e entender.

Então, é isto que você tem que compartilhar com os outros e com o mundo: você mesmo.

Você só precisa oferecer isto, indo aos lugares ou fazendo as coisas que você se sente inspirado a fazer, e depois deixando os outros serem ou não tocados pela sua energia. Isto fica por conta deles.

Não há realmente mais nada a fazer… Este é o trabalho de luz que vocês vieram fazer.

Quando vocês ousam vive-lo desta forma, a energia que vocês colocavam em doar demais e em se deixar levar pelo desejo intenso de melhorar as coisas, pode então ser doada a vocês mesmos, para variar!

Vocês viveram tantas vidas na Terra, que foram duras e difíceis; vidas nas quais vocês tentaram incorporar parte da sua luz interior e foram castigados por isso; vidas nas quais vocês tiveram que lutar o tempo todo em vez de verdadeiramente ser quem vocês são e florescer.

Este momento da história lhes oferece a oportunidade de ser quem vocês são. Ser quem vocês são também implica em simplesmente se divertir! Aproveitem a vida!

Estejam prontos para finalmente enxergar a beleza desta existência terrena, mesmo que haja tanta coisa errada. Tentem e assimilem centelhas de beleza na sua aura todos os dias. Tentem e vejam-nas no meio de toda feiúra, de toda desarmonia. Tentem se divertir, recebam o que lhes é oferecido. Ousem receber!

Os Trabalhadores da Luz que também conseguem receber e realmente se divertir, serão mais centrados e poderosos e, portanto, irradiarão a “freqüência da solução” com mais fluidez dos seus campos de energia.

Eles não se esvaziam doando demais. Eles se permitem receber tão facilmente quanto doar e, desta forma, tanto o fluxo da doação quanto o do recebimento tornar-se-ão mais fortes em suas vidas.

A ARMADILHA DA VONTADE

Agora eu gostaria de discutir com vocês a última armadilha no caminho de ser um curador/ajudante.

Em filosofia e psicologia, existe uma distinção tradicional entre a cabeça, o coração e a vontade. Eu citei uma armadilha na área da cabeça, e uma na área do coração, e eu gostaria de terminar com a armadilha da vontade.

A vontade pode ser localizada no plexo solar, um centro de energia perto do estômago. Este centro governa a habilidade de agir, a manifestação da sua energia interna no plano físico, terreno. Quando a vontade está conectada com a sua intuição – a silenciosa parte de vocês que transcende a dualidade – tudo flui sem esforço. Então, a vontade torna-se uma extensão do Cristo em vocês. Vocês podem reconhecer isto pelo fato de sentirem alegria nas coisas que fazem; de sentirem que o seu coração se abre com as coisas que vocês fazem.

Mas muitas vezes vocês não estão bem sintonizados com esse fluxo. Existe uma parte de vocês – que eu chamo de vontade pessoal – que nem sempre quer ouvir a voz do silêncio. Pela sua vontade pessoal, vocês vão querer realizar as coisas de um modo diferente, geralmente muito mais depressa que o fluxo natural. Vocês podem perceber isto quando existe uma inquietação em vocês.

Quando vocês se separam do fluxo natural da sua energia, muitas vezes vocês são perturbados pelos julgamentos externos. Estes podem ser muito barulhentos e ter um grande impacto, fazendo com que vocês se sintam como “Eu tenho que fazer isto”, “Eu tenho que fazer isto agora”.

O que caracteriza esta utilização forçada da vontade, é a pressão para se fazer alguma coisa. Surge uma tensão interna, que se origina simplesmente de não querer desapegar-se e confiar no seu Ser Superior; confiar na parte silenciosa e sábia de vocês, que está fora do tempo e do espaço.

Usar excessivamente a vontade pessoal também pode fazer parte de ajudar os outros. Em essência, esta armadilha está fortemente ligada à impaciência que pode viver no coração. Aqui também existe a tendência a querer dar demais de uma vez, e a querer ir mais depressa do que é apropriado.

Na área do coração, isso era causado por uma tristeza subjacente, um profundo anseio por mais harmonia no mundo. Mas, na área da vontade, essa impaciência e esse desejo excessivo de “fazer” vêm do desejo de poder pessoal.

Por favor, não considerem o poder pessoal no “mau” sentido da palavra, por exemplo, como querer oprimir ou dominar os outros. Este estágio já foi superado por vocês, há muito tempo. Vocês têm um sentido profundo do valor da vida. O episódio do mau uso do poder às custas dos outros tornou-se parte da sua história. Mas ainda há uma parte, dentro de vocês, que quer ter poder, no sentido de querer influenciar a realidade. Vocês não confiam suficientemente no fluxo natural, no ritmo natural da vida. Geralmente este ritmo é mais vagaroso do que a sua vontade pessoal poderia esperar.

A razão desta lentidão é que todo processo interno de criação começa no nível da consciência e tem que percorrer um longo caminho até poder se expressar na sua realidade material densa. Tudo que vocês criam, a inspiração que vocês querem que se torne fisicamente real, tem que passar por uma série de passos. Vocês podem visualizar o processo de criação como uma descida através dos chakras até a Terra. Cada passo desse caminho pede a vocês, os criadores, que confiem e se sintonizem com o conhecimento silencioso interno, que está sempre aí e transcende tempo e espaço.

Quando vocês perdem o contato com esse ponto de silêncio, esse conhecimento interno, a sua vontade pessoal começa a agir. Isto provoca mais inquietação e mais desvios do que o realmente necessário.

Este “erro” também faz parte de ajudar os outros.

Todos vocês têm um desejo interno intenso de trazer Luz a esta realidade, de alguma forma. Pode ser que vocês tenham o seu próprio consultório ou que tenham um emprego onde ajudem outros profissionalmente. Ou talvez, vocês apenas pratiquem isto no seu próprio ambiente. Isto não faz nenhuma diferença.

O importante é que vocês sintam satisfação como um curador e Trabalhador da Luz; que essa energia curadora, que existe dentro de vocês, possa fluir e que vocês se sintam criativos e inspirados por ela. Para que isto aconteça, é preciso desapegar-se da sua vontade pessoal e confiar naquilo que vem a vocês por si mesmo.

Muitas vezes vocês têm dificuldade em simplesmente confiar, porque geralmente leva mais tempo para atingir suas metas do que vocês pensam. Mas aproveitem esse “tempo de espera” para se divertirem! Cerquem-se de tudo que vocês gostam, tudo que vocês precisam, e até mais. Ousem permitir a si mesmos um certo luxo, em todos os aspectos.

Saibam que todo o trabalho interior que vocês fizerem nesse meio tempo, elevará a “frequência da solução” no seu campo de energia. Isso atrairá, para o seu caminho, as pessoas que podem ser ajudadas por vocês.

Desapego é amor. A superação das armadilhas descritas acima é sempre acompanhada por formas de desapego – desapego de pensar demais, desapego de se identificar demais emocionalmente, desapego do uso excessivo da vontade.

Mas se vocês realmente, em confiança, se desapegarem, ajudar pessoas (ou qualquer outra forma de vida) tornar-se-á uma grande fonte de alegria para vocês. Como Trabalhadores da Luz, vocês experimentarão uma profunda satisfação e realização pessoal.

Ao serem curadores, uma certa consciência da unidade, pela qual vocês anseiam tanto, começa a florescer dentro de vocês. A sua consciência começa a perceber que está entrelaçada com a profunda unidade que existe entre todos os seres viventes, entre Tudo Que Existe. Esta ligação consciente com o “tecido” do Espírito fará vocês felizes, no único verdadeiro sentido dessa palavra. Vocês transcenderão a dualidade e entrarão num reino diferente de consciência, que é baseado na unidade e no amor.

O seu sonho mais profundo, a sua satisfação mais profunda, é fazer da consciência da unidade uma realidade viva na Terra, trazer esta realidade para o plano material. Esta é uma bela inspiração, portanto, devido a esta sua meta brilhante, Eu lhes peço que estejam conscientes, na sua energia, das três armadilhas das quais falamos hoje. Estas armadilhas criam inquietação e negatividade na sua percepção da realidade. Pedimos que estejam conscientes disso e que as deixem ir, porque o seu Ser não dual, o Cristo em todos vocês, não quer nada mais do que se manifestar na Terra, aqui mesmo, agora mesmo.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Como se lida com a impaciência?

Na impaciência existe sempre um elemento de raiva – raiva desta realidade, por ela ser como é. Assim que vocês reconhecerem a energia da impaciência como uma forma de raiva, vocês terão andado a metade do caminho. Porque geralmente vocês acham que a impaciência é muito virtuosa, que vocês simplesmente querem que as coisas sejam melhores e, portanto, que é respeitável “dar um empurrão” na realidade.

Mas, essencialmente, a sua impaciência sempre é uma forma de raiva e, na realidade, existe sempre incompreensão na raiva. Sempre se pode descobrir que ser incapaz de aceitar as coisas como elas são é uma consequência de não entender por que as coisas são como são.

O primeiro passo para lidar com a impaciência é conhecer o âmago da raiva e senti-la. Então, vocês podem perguntar: “Por que estou com raiva?”

Com frequência, existe um medo subjacente de que “as coisas nunca vão voltar a estar certas”. Na sua impaciência, vocês dizem “É agora ou nunca”. No desejo de chegar mais rápido, sempre existe um medo oculto de que as coisas não vão acontecer, se não for assim. Esse medo vai se tornar aparente, quando vocês se desapegarem da raiva.

Quando vocês se desapegam da raiva, vocês se confrontam com um certo vazio, uma solidão, dentro de vocês. É uma espécie de “buraco negro”. É disto que vocês têm medo – “Estou com raiva de algo fora de mim, porque estou com medo de algo dentro de mim.” – Este é o porque da raiva.

Quando vocês se desapegam da raiva, vocês têm que viver com a restrição, com a imperfeição das coisas; a imperfeição de como as coisas são. É aqui que vocês podem encontrar-se com sua própria solidão, ou com uma sensação de vazio e falta de sentido. Isto pode parecer muito ameaçador, mas se vocês realmente aceitarem isso, se não lutarem mais contra isso, uma energia totalmente diferente poderá vir à cena. É a energia do amor.

Amor é: viver com a imperfeição; amar o outro com todos os seus defeitos; amar a realidade ao seu redor em todas as suas imperfeições.

Todos vocês encontram o convite do amor no seu caminho. Frequentemente o amor é muito diferente do que vocês pensam que ele é. Amor também quer dizer: deixar o outro ao seu próprio destino, porque vocês sabem que o processo interno de crescimento conhece a sua própria dinâmica, o seu próprio ritmo. É isso que significa realmente respeitar alguém – libera-lo ou libera-la “com amor”.

Da perspectiva do amor, vocês podem inclusive enxergar a beleza na luta pela qual alguém está passando. Essa beleza pode ser percebida quando vocês realmente entendem e respeitam o fato de que todos esses passos têm que ser dados, e que a alma assume a responsabilidade de realmente passar por essas dificuldades, por essas partes difíceis – pode ser até que, muitas e muitas vezes.

Vocês conseguem observar, de perto ou de longe, um ser querido mergulhado na infelicidade e apoiá-lo e manter a fé nessa alma? Isso é amor. Vocês conseguem continuar sentindo a natureza divina no ser dessa pessoa, mesmo que ela mate, roube e trapaceie? Isso é amor.

A irritação e a infelicidade que vocês geralmente sentem com as coisas que não são resolvidas, não é amor. É uma reação compreensível, mas não é amor.

Como lidar com a impaciência? Permitam-se sentir a sua tristeza por causa da imperfeição; permitam-se ficar tristes porque a solução não está à vista por causa da imperfeição. Permitam-se ficar tristes por causa disso.

Você nos diz que a razão da impaciência – dessa raiva – é a solidão. Você inclusive falou de um buraco negro. Qual é a raiz disso?

Dentro de todos vocês existe esse buraco negro, para onde vocês são lançados de volta quando desistem da impaciência ou raiva. É uma cova escura, um lugar vazio onde tudo se desmorona, ou seja, onde vocês não se sentem conectados, mas solitários e sem sentido.

Solidão e abandono são uma grande questão para todos vocês e é por causa do medo disso que algumas vezes vocês ficam tão preocupados com o bem-estar de outros ou com o bem-estar do mundo. Já falamos um pouco sobre a raiz dessa solidão e desolação, na última vez – na Parte 2 - “A Dor do Nascimento Cósmico” (veja no link - https://conexoesparaascensao.blogspot.com/2023/10/pamela-kribbe-jeshua-serie-de-cura-2.html).

Em última análise, a sua dor baseia-se na separação original do lar – a consciência primordial, Deus. Mas eu não me estenderei mais nisso – já foi discutido naquele texto.

O que acontece com você (a pessoa que está fazendo esta pergunta) em particular, é que existe um medo de estar na sua própria força. Assim que você se desapegar da sua grande preocupação com os outros e da impaciência que faz parte disso (especialmente em relação àqueles por quem você sente muita empatia), você vai sentir aquele buraco negro. Mas, ao mesmo tempo, nisso está implícito um convite para realmente seguir em frente, permanecendo na sua própria força, e encontrar uma grande satisfação, a sua própria satisfação. Existe uma lembrança em você de uma associação entre dor e se manter no seu próprio poder. Essa é a raiz do problema para você. Você tem medo da sua própria força. Reencontrar o seu poder é a chave para se desapegar da raiva e deixar que a alegria e a criatividade entrem na sua vida.

No mundo médico, existe muito conhecimento, mundial, que poderia ser muito útil para muitas pessoas, mas que não é colocado em uso por questões de poder. Por exemplo, prata e ouro coloidais, recursos simples, mas muito poderosos. Tudo se resolve em torno do poder. Isso me deixa muito triste e zangado. Como posso superar isto?

Você é um anjo, brandindo os punhos para o Céu, porque você está muito zangado com tudo o que você vê.

A luz do Céu brilha sobre tudo e todos aqui na Terra. Mas tudo e todos têm livre arbítrio, e estão envolvidos num processo de crescimento de consciência, que possibilita a existência de sofrimentos horríveis e injustos, sob o seu ponto de vista. O elo que você precisa, na sua consciência, para chegar a uma aceitação básica disto, é a verdadeira compreensão do livre arbítrio.

O livre arbítrio é uma coisa surpreendente. Ele faz com que todos vocês tenham a capacidade de se tornar completamente separados de Deus, do Lar, da fonte primordial. Na raiz dessa separação, há um desejo profundo de descobrir, de investigar, de criar. Na base da escuridão mais profunda está a criatividade mais profunda. 

Querer investigar tudo, incluindo a profundidade mais profunda, vem de um impulso criativo, divino. Toda alma individual tem o direito inato de investigar tudo. E em toda alma existe também a motivação para conhecer todos os extremos. Não apenas através da mente, mas especialmente através da experiência, através de um corpo físico. Porque, de que outra forma vocês poderiam experimentar alguma coisa tão profundamente, senão materialmente, fisicamente, enquanto a sua consciência está velada e vocês não têm nenhum conhecimento das suas origens?

Este é um motivo que está presente em todas as almas, um motivo que você precisa respeitar.

Dê uma olhada em você mesmo e sinta tudo pelo que você já passou e sentiu. Veja quantas vezes você se desviou pela mente, coração e vontade. E perceba quanta sabedoria e beleza, que não existiam antes, vieram a existir na sua alma por você ter tomado esses desvios, eventualmente. Porque toda essa jornada através dos extremos da dualidade não é em vão. Ela levou-o a uma criação interior tão rica, que você ainda não pode ter noção do que você realizou nessa longa jornada.

Você pode ver todo esse processo, pelo qual a Terra e a humanidade estão passando, como um grande experimento de criatividade. E o motivo por trás desse experimento é a alegria da criação, a alegria da experiência.

Quanto mais fundo você se afundou no plano material, mais difícil é contatar essa alegria da criação; sentir que, finalmente, essa é a fonte de tudo, de tudo que vocês experienciam na sua realidade, inclusive da dor e da negatividade. No final, a alegria da criação é a base de tudo.

Como você pode sentir isso? Como você pode fazer contato com isso?

Olhe para cima, não para baixo. Sinta a energia cósmica que é o seu lar, e sinta que todas as coisas têm um significado, mesmo nas horas mais escuras.

Você pode imaginar que tudo que vive na Terra realmente cria sua própria realidade? Que todos os seres sencientes têm usado seu livre arbítrio para atrair uma determinada realidade para eles? Se você puder realmente sentir que o livre arbítrio é verdadeiro em todas as realidades, que a própria criatividade de uma pessoa é que atrai para ela o que lhe acontece, então você pode entender que nenhuma força externa tem poder sobre ninguém. Não existe nenhum poder fora de você que possa impedi-lo de ser quem você é, de entrar em contato novamente com a seu âmago divino. Não existe nenhuma força externa; não existe, em essência, nenhuma vítima. Há sempre liberdade de escolha.

Mesmo os “impotentes” têm liberdade de escolha. E aqui também a questão é ser capaz de respeitar as escolhas deles, não importa quão dolorosas elas possam ser.

Não importa quanto isto possa lhe parecer anormal, Eu quero convidá-lo a aproveitar a vida; a mimar a si mesmo terrivelmente; a dar a si mesmo tudo que você necessita. Não é sua responsabilidade a questão dessas instituições de poder médico e todos os problemas associados a elas. Você tem algo lindo para compartilhar com esta realidade, mas isso não reside na sua energia de luta, e sim em quem você é, na pureza do seu ser.

Então, é a isso que tudo se resume, Jeshua – simplesmente ser e não fazer? E aquelas pessoas da África? Não deveríamos fazer alguma coisa por elas?

A compaixão, a verdadeira compaixão, que está realmente cheia de amor, não é piedade, mas respeito. As crianças famintas que vocês veem na TV, todas elas são diferentes almas que fizeram escolhas que têm uma longa história atrás delas, da qual o fragmento que vocês veem na TV é apenas uma peça do quebra-cabeça. Eu não estou tentando negar o sofrimento delas. A questão é que existe uma profundidade, uma dimensão por trás desse sofrimento, à qual você não está fazendo justiça com a sua raiva. A sua reação de indignação é de uma visão muito estreita. 

Mais adiante, Eu gostaria de falar alguma coisa sobre o infame “não fazer nada”.

Quanto a você, em particular, eu realmente recomendaria literalmente não fazer nada por algum tempo!! (risadas) Mas, de um modo geral, Eu gostaria de falar o seguinte sobre isso. O “não fazer”, que eu estou sugerindo-lhes, é conectar-se com o fluxo da sua intuição e sentir qual é o ritmo de fazer que lhes parece bom agora. Esse ritmo geralmente é muito mais tranquilo do que vocês pensam que querem.

Estando sintonizados com o seu fluxo interior (a voz do silêncio), a sincronicidade entra em cena: vocês só agem quando se sentem compelidos a agir por sua intuição, e tudo acontece de uma forma suave e tranquila; sem resistência. Este fluxo é, em essência, a consciência Crística, aquela à qual Gerrit se referiu como o silêncio no seu ser, fora do tempo, espaço e dualidade (Veja exercícios abaixo, no final do texto). Quando vocês se sintonizam com isso, nas suas idas e vindas diárias, vocês fazem muito menos. As coisas são muito menos movimentadas e congestionadas na sua cabeça, nas suas emoções e inclusive fisicamente, no que vocês fazem. Então, vocês vão seguindo o ritmo natural do seu ser e isso cria tranquilidade.

No entanto, alguns de vocês são tão “viciados” em “fazer”, que “não fazer” cria tensão. Então, é importante examinar essas tensões, porque, na verdade, os medos estão na raiz delas. Eles vêm à tona quando vocês “não fazem nada”. Antes de vocês realmente conseguirem se sintonizar com o seu fluxo interno, algumas emoções um tanto intensas terão que vir à tona, as quais terão que ser totalmente abraçadas pela sua consciência, antes de poderem se dissolver.

Eu tenho uma paciente, neste momento, que está tão desesperada, que está pensando em suicídio. Será, então, que eu devo respeita-la tanto, a ponto de lhe dizer: “Está certo, essa é a sua escolha”?

Você deve saber que o seu amor – amor significando: deixar que ela seja totalmente livre em sua escolha – pode levá-la a um ponto de mudança. A energia de querer mudar e redirecionar, de querer levar alguém a uma mudança de pensamento, sempre gera resistência… sempre. Para todos os efeitos, o que você está dizendo para a pessoa é: “Você não está bem do jeito que você é. Eu realmente amo você, mas…”

A energia do amor incondicional, onde nada precisa ser feito e tudo é permitido, pode, de fato, levar a pessoa a dar um passo à frente, para liberar um determinado medo.

E assim, em resposta à sua pergunta, Eu digo: “Sim, deixe-a”. Você não percebe que a deixando, você lhe dá muito. Não é a outra pessoa que você solta, mas sim a sua própria vontade, as suas ideias do que é bom para ela. O que você dá ao outro, quando deixa ir essas coisas, é algo espantoso. É amor.

EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO

Antes da canalização, dois exercícios de meditação foram dados pelo Gerrit, de modo a introduzir o assunto a ser tratado pelo canal e como uma forma de investigar algumas das questões que foram levantadas em um nível mais profundo, não verbal,

EXERCÍCIO 1

Sente-se ou deite-se numa posição confortável. Relaxe os músculos do seu corpo. Dirija a sua consciência para os músculos dos seus ombros e pescoço, e libere todas as tensões ali localizadas. Faça o mesmo com os músculos do seu abdome, dos seus braços e das suas pernas.

Então deixe a sua atenção ir para os seus pés e sinta a sua conexão com a Terra. Sinta como a Terra sustenta você e lhe oferece descanso, quando você precisa dele.

Tome algumas respirações tranquilas pelo seu abdome.

Agora deixe que a sua consciência vá para um momento ou período da sua vida, em que você se sentiu muito mal. Qual é a situação que aparece primeiro? Siga essa. Pense novamente nesse período, quando você se sentiu realmente infeliz e desesperado. Sinta novamente como foi isso, como você se sentiu por dentro, naquela época.

E agora, vá para a energia da solução. Pergunte a si mesmo, neste momento: “Como eu saí disso? O que foi que me ajudou mais do que tudo?” Pode ser alguma coisa que veio de outra pessoa, ou simplesmente de dentro de você mesmo. Como você conseguiu sair do seu ponto mais baixo? Nomeie a energia que o ajudou mais.

Então dirija novamente a sua atenção para os seus pés, para a sua respiração, e volte completamente para este agora.

EXERCÍCIO 2

Sente-se ou deite-se numa posição confortável. Relaxe os músculos do seu corpo. Dirija a sua consciência para os músculos dos seus ombros e pescoço, e libere todas as tensões ali localizadas. Faça o mesmo com os músculos do seu abdome, dos seus braços e das suas pernas.

Então deixe a sua atenção ir para os seus pés e sinta a sua conexão com a Terra. Sinta como a Terra sustenta você e lhe oferece descanso, quando você precisa dele.

Tome algumas respirações tranquilas pelo seu abdome.

Busque na sua memória alguém do seu ambiente mais próximo, alguém de quem você gosta muito e com quem você se preocupa muito. Alguém cujo bem-estar está realmente junto do seu coração. Pode ser o seu parceiro ou filho, ou um colega ou amigo. Deixe que essa pessoa apareça para você, na sua imaginação, e realmente traga a presença dela para dentro de você. Então pergunte-lhe: “O que você precisa de mim?” ou “Como eu posso ajuda-lo da melhor forma?” Faça essas perguntas e depois apenas ouça. Escute o que o outro está lhe dizendo ou fazendo você sentir. Simplesmente deixe que isso venha a você.

Então dirija novamente a sua atenção para os seus pés, para a sua respiração, e volte completamente para este agora.

O objetivo destes exercícios é conscientizar-se do que é verdadeiramente útil numa situação de crise emocional ou de dor. Isto pode ser bem diferente daquilo que você pode pensar que é útil (para você ou para outra pessoa)

© Pamela Kribbe              

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Tradução para o português: Vera Corrêa.

 

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