Muitas vezes você imagina que a vida é feita de acontecimentos, movimentos, histórias se desenrolando um após o outro. No entanto, sob cada aparência, há uma quietude que nunca se move. A fonte não sobe e cai. Não começa nem termina. Simplesmente é, radiante, inteiro, intocado.
Para sair da história humana, comece primeiro com o silêncio. Há silêncio dentro de você, um chão profundo que nenhum pensamento pode entrar. Existe silêncio fora de você, uma amplitude que envolve cada som, cada forma. Quando você se volta para esses silêncios, você começa a sentir a verdade: a história de "Eu" é apenas um conto sussurrado à superfície.
Cada vez que você fala da sua vida como uma sequência de eventos, como vitórias ou fracassos, você tece fios que o prendem novamente à moldura da condição humana. Mas quando você escolhe em vez disso manter o silêncio, o tecido velho solta-se. A história desvenda-se. No seu lugar emerge um reconhecimento mais puro: Eu Sou a Fonte.
Não seja rápido a preencher espaço com opiniões ou julgamentos. Pois cada julgamento é um pensamento voltado contra a sua própria natureza. Quando projetas uma sombra sobre outro, essa sombra repousa primeiro sobre o teu próprio campo. Você bebe a amargura que oferece. No silêncio, não existe sombra, apenas a luz clara do ser.
Torne-se como um vaso, transparente e aberto, através do qual o sopro divino pode fluir. Deixe o "Eu" dissolver-se no Eu Sou. Deixe a conversa de pensamento desvanecer-se na quietude que sempre esteve aqui.
E então você verá: nunca aconteceu nada de verdade. O levantar e cair dos momentos são apenas reflexos no espelho. A fonte nunca se moveu, nunca se quebrou, nunca sofreu. Continua a ser a própria felicidade.
Mantenham silêncio, amados. Nesse silêncio você já está livre.
Saint Germain"
Canalizado por Octavia Vasile
